Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Jazz Standards (XVI)

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Night And Day (#33) – Letra e Música de Cole Porter
Em 29 de Novembro de 1932, o musical “Gay Divorce” abriu a temporada “Ethel Barrymore Theatre”. O “show” marcou a partida de Fred Astaire, como se fosse a sua primeira aparição, sem a sua irmã Adele. Nessa noite com Claire Luce, Astaire apresentou a composição “Night And Day”. O espectáculo conseguiu mais 247 actuações, distinguindo-se como a última aparição de Fred Astaire na Broadway.

Fred Astaire (Omaha, 10-05-1899 — Los Angeles, 22-06-1987) & Ginger Rodgers (Independence, 16-07-1911 - Rancho Mirage, 25-04-1995)


Letra (versão de Fred Astaire & Ginger Rodgers)

Like the beat beat beat of the tom-tom
When the jungle shadows fall
Like the tick tick tock of the stately clock
As it stands against the wall
Like the drip drip drip of the raindrops
When the summer shower is through
So a voice within me keeps repeating you, you, you

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
Its no matter darling where you are
I think of you, night and day

Day and night, why is it so
That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffics boom
In the silence of my lonely room
I think of you, night and day

Night and day under the hide of me
Theres an oh such a hungry yearning burning inside of me
And this torment wont be through
Until you let me spend my life making love to you
Day and night, night and day

Frank Sinatra (Hoboken, 12-12-1915 — Los Angeles, 14-05-1998)


Letra (versão de Frank Sinatra)

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
Its no matter darling where you are
I think of you, day and night

Night and day, why is it so
That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffics boom
In the silence of my lonely room
I think of you, day and night

Night and day, under the hide of me
Theres an oh such a hungry yearning burning inside of me
And this torment wont be through
Until you let me spend my life making love to you
Day and night, night and day

Ella Fitzgerald (Newport News, 25-04-1917 — Beverly Hills, 15-06-1996)


Letra (versão de Ella Fitzgerald)

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon and under the sun
Whether near to me, or far
It's no matter darling where you are
I think of you, night and day

Night and day, why is it so
That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffic's boom
In the silence of my lonely room
I think of you, night and day

Day and night, under the hide of me
There's an oh such a hungry yearning burning inside of me
And its torment won't be through
'Til you let me spend my life making love to you
Day and night

Night and day, why is it so
That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffic's boom
In the silence of my lonely room
I think of you, night and day

Day and night, under the hide of me
There's an oh such a hungry yearning burning inside of me
And its torment won't be through
'Til you let me spend my life making love to you
Night and day...
Day and night...

Bill Evans (Plainfield, 16-08-1929 — New York, 15-09-1980) – Do álbum “The Best of Bill Evans” para a etiqueta “Riverside” em 2004. Faixa nº. 4.

Microgeração e Minigeração

Executado por Pedro Monteiro Soares, em 14 de Maio de 2011, para a “Solar One”.

Vão carregando na seta para irem vendo o "video". Aconselho carregarem antes em "More" e em "Full Screen".


Má percepção para desenhos - Interacção Humorística (XVI)

Em 16-07-2009. Obrigado.
 
Má percepção para o desenho
 
Um industrial de Paços de Ferreira foi à Noruega comprar madeira para a sua fábrica de móveis. À noite, sozinho no bar do hotel, repara numa loira encostada ao bar. Não sabendo falar norueguês, pediu ao barman um bloco e uma caneta. Desenhou um copo com dois cubos de gelo e mostrou-o à loira. Ela, sorriu e tomaram um copo.
De seguida começou a tocar uma música romântica. Ele, pega novamente no bloco, desenha um casal a dançar e mostra-lhe. Ela levanta-se e vão dançar.
Terminada a música, regressam ao bar e é ela que pega no bloco. Desenha uma cama, uma cadeira e uma cómoda e mostra-lhe.
Ele vê e diz: Sim, sim, sou de Paços de Ferreira...

Gira-Disco (III)

The Tremeloes (1958 - 20xx) - É uma banda de “Rock & Roll” britânica formada em 1958 em Dagenham, Essex por Brian Poole (vocais), Ricky West (guitarra), Alan Blakely (teclados), Alan Howard (baixo) e Dave Munden (bateria). Em 1962, fizeram um teste na Decca, competindo com outro grupo por um contrato de gravação. Foram aprovados, enquanto a outra banda, The Beatles, foi dispensada.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)


Alguns hits nas paradas musicais do Reino Unido durante a década de 1960, embora jamais tenham conseguido superar novamente seus "rivais" de estúdio, os “Beatles”.
Apesar de passar por diversas mudança em sua formação, a banda continua a gravar e a apresentar-se ocasionalmente.

Silence Is Golden”, aqui para a “BBC Four”. É o seu grande sucesso de sempre, embora tenham mais alguns êxitos bem conhecidos da minha geração. Composta por Bob Gaudio e Bob Crewe. 1º. Lugar no Reino Unido e 11º. nos Estados Unidos.


Oh, don't it hurt deep inside
To see someone do something to her
Oh, don't it pain to see someone cry
Oh, especially when someone is her.
Silence is golden...
but my eyes still see.
Silence is golden, golden.
But my eyes still see.
Talkin' is cheap
People follow like sheep.
Even tho' there is nowhere to go
How could she tell, he deceived her so well
Pity she'll be the last one to know.
Silence is golden ...
but my eyes still see
Silence is golden, golden,
but my eyes still see
How many times did she fall for his line?
Should I tell her or should I keep cool
and if I tried I know she'll say I lied
Mind your business
don't hurt her you fool.
Silence is golden...
but my eyes' still see.
Silence is golden, golden.
But my eyes' still see.
But my eyes' still see.
But my eyes' still see.

Here Comes My Baby”, em 1967. Composta por Cat Stevens.

Chico Buarque de Hollanda

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Francisco Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 19-07-1944 – 20xx) - Mais conhecido, como Chico Buarque ou ainda Chico Buarque de Hollanda, é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro.
Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou a sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção “A Banda”, o Festival de Música Popular Brasileira. Socialista declarado, se auto-exilou na Itália em 1969, devido à crescente repressão da ditadura militar no Brasil, tornando-se, ao voltar em 1970, um dos artistas mais activos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhou três “Prémios Jabuti”, com melhor romance em 1992 com “Estorvo”, além do Livro do Ano, tanto pelo livro “Budapeste”, lançado em 2004, como por “Leite Derramado”, em 2010.
Casou-se e separou-se da actriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Sílvia, que é actriz e casada com Chico Diaz; Helena, casada com o percussionista Carlinhos Brown; e Luísa.
É irmão das cantoras Miúcha, Ana de Hollanda e Cristina.

Vídeo-poema com a poesia "Ao poeta Chico Buarque", de André Augusto Passari, do livro "Fragmentos do Tempo" (editora ArtePauBrasil), a música "Valsinha" de Chico e Vinicius, e imagens de grande sensibilidade. Este poema em homenagem ao grande compositor foi construído utilizando-se versos e letras de suas canções, além de alusões biográficas de Chico Buarque.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Jazz Standards (XV)

Gostaria de salientar, e após 19 semanas de “Jazz Standards“ que isto não é um curso, mas sim, um prazer pessoal meu e, também em vos presentear com outro tipo de música. Eu no meu actual Blog e no anterior, o “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, nunca fui nem quis, nem quero ser mediático. As notícias transmitidas pelos meios de comunicação social, tem o meu interesse em 10% delas, o resto não me interessa. 

Política, futebol, e vidas das pessoas mediáticas, pouco me interessam. O País tem de se construir de uma única maneira, com trabalho honesto. Muita raramente me lerão com comentários políticos, futebolísticos, ou outros que tais, da coscuvilhice.

Apreciem música, mas música mesmo, que é ainda das poucas coisas verdadeiras e universais.

A explicação abaixo, sobre o que é um “Jazz Standard” é importante para quem ler o meu Blog pela primeira vez, por isso a repito, todas as semanas.

Como vos disse já mais que uma vez, não sou músico, não sei música, sou simplesmente um melómano, interessada em ouvir sons com qualidade e diferentes das trivialidades que passam pela grande maioria da nossa rádio e televisão.

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Ain’t Misbehavin (#32) - Música de Fats Waller & Harry Brooks e Letra de Andy Razaf
Na apresentação da publicação musical da música negra “Hot Chocolates”, na Connie’s Inn, no bairro de Harlem, Fats Waller introduziu pela primeira vez a composição “Ain’t Misbehavin”. O espectáculo teve um tal sucesso que foi transferido para a Broadway, tendo a sua estreia a 20 de Junho de 1929, no Teatro Hudson, e aí realizaram-se 219 actuações. No espectáculo de “Connie’s Inn” a canção de “Ain’t Misbehavin” foi interpretada por Margaret Simms e Paul Bass, mais tarde, as “Russell Wooding’s Hallelujah Singers” é que a cantaram. No “Hudson Theatre”, na abertura foram à mesma as “Russell Wooding’s Hallelujah Singers”, mas no intervalo Louis Armstrong, que se estreavana Brodway, foi para o palco e tocou “Ain’t Misbehavin” em solo de trompete.

Fats Waller (New York, 21-05-1904 - Kansas, 15-12-1943)


Letra (versão de Fats Waller)

No one to talk with,
All by myself,
No one to walk with,
But I'm happy on the shelf
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you
For you, for you, for you, for you

I know for certain,
The one I love,
I’m through with flirtin',
It’s you that I’m thinking of
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you

Like Jack Horner in the corner
Don't go no where,
What do I care,
Your kisses are worth waitin' for
Be-lieve me

I don't stay out late,
No place to go,
I'm home about eight,
Just me and my radio
Ain't misbehavin',
I'm savin' my love for

Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, 23-01-1910 - Fontainebleau, 16 May 1953) & Stéphane Grappelli (Paris, 26-01-1908 - Paris 01-12-1997) – Django Reinhardt (guitarra) e Stéphane Grappelli (violino).


Anita O'Day (Chicago, Illinois, 18-10-1919 - Los Angeles, 23-11-2006) – Com o Trio de Nat King Cole.


Letra (versão de Anita O’Day)

No one to talk with,
All by myself,
No one to talk with,
But I'm happy on the shelf
Ain't misbehavin',
Savin' all my love for you

I know for certain,
The one I love,
I’m through with flirtin',
It’s just you that I’m thinking of
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you

Like Jackie Horner up in the corner
He don't go no where,
What do I care,
Your kisses are worth waitin' for
Believe me

I don't stay out late,
Don’t care to go,
I'm home about eight,
Just me and my radio
Ain't misbehavin',
Savin' my love for

Art Tatum (Toledo, Ohio, 13-10-1910 - Los Angeles, Califórnia, 05-11-1956) – Durante a Segunda Guerra Mundial, com uma audiência de militares norte-americanos.

Prosia Saudade (II)

As horas fora em que vagueei pelas alcatifas do trabalho,
Foi o tempo que passou no relógio da minha vida.
Por muito que ande com os ponteiros para trás,
Esses segundos de areia esgueiraram-se na ampulheta partida.

Um sopro, um vento.

Hoje, quando escrevo, espero ansiosamente,
Para tentar ainda ralhar, como se fosse 1995.
Mas não é.

É a saudade.

Gira-Disco (II)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
                                       

The Lemon Pipers (1966-1969) – Foram uma banda do “Pop” psicadélico, nos anos 60, de Oxford, Ohio, mais conhecidos pela interpretação “Green Tambourine”, a qual atingiu o primeiro lugar nas tabelas norte-americanas, em 1968. A canção apelava ao movimento “hippie” da altura. Os “Lemons Pipers” eram compostos pelo vocalista Dale "Ivan" Browne (nascido em 1947), pelo guitarrista William Bartlett (nascido em 1946, em South Harrow, Middlesex, Inglaterra), pelo teclista Robert G. "Reg" Nave (nascido em 1945), pelo baterista William E. Albaugh (1948 – 1999), pleo guitarrista Ron Simkins (nascido em 1948) e pelo baixista Steve Walmsley (nascido em 1949, New Zeland) que substituiu o baixista original Ron "Dude" Dudek.

Green Tambourine”, de 1967. 1º. Lugar por um semana no Top 100 dos Estados Unidos. Composta por Paul Leka e Shelly Pinz. Aqui no programa televisivo “My Generation 1968 Sixties Pop”.


Drop your silver in my tambourine
Help a poor man fill his pretty dream
Give me pennies I'll take anything
Now listen while I play
My green tambourine
Watch the jingle jangle start to chime
Reflections of the music that is mine
When you drop a coin you'll hear it sing
Now listen while I play
My green tambourine
Drop a dime before I walk away
Any song you want I'll gladly play
Money feeds my music machine
Now listen while I play
My green tambourine

Jelly Jungle (of orange marmalade)”, para a etiqueta Buddah Records, com arranjos e direcção de Paul Leka.

Jarra com Flores - Interacção Humorística (XV)

Em 10-07-2009. Obrigado.

Jarra com Flores

MORENA:

O meu marido hoje mandou-me flores !
Já sei que esta noite vou ter que abrir as pernas !

LOIRA:

Porquê ?! Não tens uma jarra...?!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jazz Standards (XIV)

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Sophisticated Lady (#31) – Música de Duke Ellington e Letra de Irving Mills e Mitchell Parish
Duke Ellington e a sua orquestra tocaram “Sophisticated Lady” pela primeira vez em 1933, com solos de Toby Harwdick (saxofone alto), Barney Bigard (clarinete), Lawrence Brown (trombone) e Ellington (piano). A gravação entrou para as tabelas em 27 de Maio de 1933 e ficou por lá 16 semanas, subindo ao 3º. Lugar. O lado B do disco/vinil continha a música “Stormy Weather”, que seguiu o mesmo percurso do lado A e subiu nas tabelas ao 4º. Lugar. A composição “Stormy Weather” de Ted Koehler e Harold Arlen, foi apresentada pela orquestra de Leo Reisman, com Harold Arlen como vocalista, e nesse ano Duke Ellington fez a segunda versão desta música.

Toots Thielemans (Bruxelas, 29 de Abril de 1922 -20xx) – No programa “Night Music”, em 1989.


Chick Corea (Chelsea, Massachusetts, 12-06-1941 - 20xx) – Ao vivo no “Kirin Jazz Day”, com Chick Corea (piano), John Pattituci (contrabaixo) e Dave Weckl (bateria).


Al Jarreau (Milwaukee, 12-03-1940 - 20xx)


Letra (versão de Al Jarreau)

They say into that your early life romance came
And in your tender heart burned a flame
A flame that flickered and died one day away
And now with disillusion deep in your eyes
You learned that fools in love soon grow wise
I know has changed you somehow
I see you now
I see you now
Smoking, drinking, never thinking of tomorrow
You are so nonchalant, diamonds shining, dancing and dining
With some man in a restaurant
Is that all you really want?
No sophisticated lady, I know
You miss the love you lost long ago
And when nobody is nigh you cry
You smoking, and you drinking,
never ever thinking of sometime tomorrow
You are so nonchalant, diamonds shining, dancing and dining
With some man in a restaurant
Is that all you really want?
No sophisticated lady, I know
You miss the love you lost long ago
And when nobody is nigh you cry
And when nobody is nigh
I see you cry

Melissa Manchester (New York, 15-02-1951 - 20xx) – Melissa Manchester (voz) e Stan Getz (saxofone), com a orquestra “Boston Pops”.


Letra (versão de Melissa Manchester)

They say into your early life romance came
And in that heart of yours burned a flame
A flame that flickered one day and died away
Then, with disillusion deep in your eyes
You learned that fools in love soon grow wise
The years have changed you, somehow
I see you now
Smoking, drinking, never thinking of tomorrow, nonchalant,
Diamonds shining, dancing, dining with some man in a restaurant
Is that all you really want?
No, no, sophisticated lady,
You know, you miss the love you lost long ago
And when nobody is nigh you cry
Smoking, drinking, never thinking of tomorrow, nonchalant,
Diamonds shining, dancing, dining with some man in a restaurant
Is that all you really want?
No, no, sophisticated lady,
You know, you miss the love you lost long ago
And when nobody is nigh you cry
Sophisticated lady don’t cry
Don’t cry
Don’t cry
Don’t cry

Claude Lelouch – “C'était Un Rendez-Vous” (1976)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)


Claude Lelouch (Paris, 30-10-1937 – 20xx) - É um argumentista, produtor e realizador de cinema francês.

C'était Un Rendez-vous” (“Era Um Encontro”) é um curta-metragem, feito em 1976, por Claude Lelouch No filme, é mostrado um condutor andando a alta velocidade nas ruas de Paris, às 5:30 da manhã.

Devido a limitada disponibilidade de “videotapes” do mesmo, o filme ganhou o estatuto de culto e também, posteriormente, muita admiração dos apaixonados das quatro rodas, devido ao abuso que o condutor pratica ao dirigir o veículo a alta velocidade.

Dada a crescente popularidade e a falta de cópias originais do filme, ele foi recentemente “recriado”, baseando-se no negativo original do filme (de 35mm), e lançado em DVD, tendo forte divulgação pela Internet.

Este filme é um exemplo do que se chama “cinéma vérité”, já que foi feito num ângulo único e sem montagem, sendo usada uma câmara instalada na parte dianteira do carro. A duração do filme foi limitada ao tempo máximo de gravação permitido pela câmara, que era de menos de 10 minutos.

A ideia de Calude Lelouch aproveitou-se do novo equipamento que tinha em mãos, uma câmara giroscópica (cujos efeitos são de movimento). A câmara tinha um tempo curto de gravação e registou o percurso louco, até chegar à Basílica do Sagrado Coração, (Sacre Cœur, em francês) localizada no bairro de Montmartre.

O filme mostra nos seus quase nove minutos de duração um condutor dirigindo seu carro pelas ruas de Paris, nas primeiras horas da manhã, acompanhado do som das altas rotações do motor, com várias mudanças de marchas repentinas e pneus a guinchar. Tudo começa no túnel da “Périphérique”, mostrando uma imagem a bordo de um carro que não é visto, indo em direcção a “Avenue Foch”. Locais famosos da cidade são exibidos, durante o trajeto em que é feito, tais como o “Arco do Triunfo”, o obelisco da “Praça da Concórdia”, assim como também a famosa avenida “Champs-Élysées”. Peões não são respeitados, pombos que estavam nas ruas são dispersados, sinais vermelhos são ignorados, vias de mão-única e de contramão são usadas e faixas centrais são atravessadas. O carro nunca aparece, mas devido à posição da câmara, sabemos que estamos a filmar o percurso. No final, a viatura estaciona na calçada da colina do “Sacre Coeur”. O protagonista sai do carro e encontra-se com uma mulher de cabelos loiros, enquanto se ouve ao fundo sinos tocando.

A mesma ideia foi usada, tempos depois, em alguns filmes do género, como Getaway in Stockholm e Ghost Rider.

Vários grupos de discussões espalhados pela “Internet” reivindicavam que o carro usado no filme tenha sido uma Ferrari 275 GTB, que era do próprio Lelouch, ou então algum outro modelo de carro, como o Alpine-Renault, ou até mesmo, um protótipo de Le Mans. Partes do carro ou até mesmo sua cor nunca foram mostrados até então.

Já para o piloto anónimo, as especulações da época basearam-se nos pilotos activos e mais conhecidos da época, tais como: Jacques Laffite, Jacky Ickx, Jean-Pierre Beltoise, Jean Ragnotti, Johnny Servoz-Gavin, René Arnoux, Jean-Pierre Jarier, entre outros.

Cálculos feitos por grupos independentes mostraram que o carro nunca passou de 140 km/hora. Lelouch afirmou que a velocidade máxima teria atingido os 200 km/hora.

Em 2006, trinta anos depois da estreia do filme, o director francês revelou, numa uma espécie de "making of", que o carro que trasnportou a câmara não foi um Ferrari 275 GTB, como todos pensavam, mas sim um Mercedes-Benz 450 SEL 6.9. Este carro tem mudanças automáticas e chega à velocidade máxima de 230 km/hora. As mudanças para velocidades altas e o som das altas rotações de motor indicam que o carro está a mais de 200 km/hora; no entanto, a velocidade do carro em relação à velocidade em que o som reproduz parece não ter relação. Como já se especulava, o som utilizado é um “overdub” do Ferrari 275 GTB, dando por isso e de facto, a impressão de maior velocidades. Isto foi depois confirmado por Lelouch na mesma entrevista.

Ao mesmo tempo que a informação verdadeira do carro foi revelada, uma foto foi divulgada no site oficial do director (e que depois, de modo instantâneo, se espalhou pela Internet), mostrando Lelouch ajustando a câmara giroscópica que foi utilizada no filme, no seu Mercedes.

O filme feito por Lelouch exibe uma negligência criminal, decorrendoa do risco de morte corrido pelos pedestres e da segurança do condutor. Na primeira exibição do filme, Lelouch foi preso e libertado logo depois, sem nenhuma punição sofrida.

A distribuição do filme poderia ser vista como ameaça, já que poderia incentivar qualquer condutor a andar perigosamente (e como louco) pelas ruas, desrespeitando todas as leis do trânsito (incluíndo semáforos), apontando que Lelouch estava certo quando falava que o filme era algo de acção real, ao contrário dos com efeitos cinematográficos.

Comentários atribuídos ao próprio Lelouch indicam que ele reconheceu o ultraje moral feito neste filme e que ele estava preparado para os futuros riscos e problemas que o filme proporcionaria.

Prosia Saudade I

Olhei para trás e vi-a sentada num banco de autocarro
Um enorme jornal sobre as pernas,
A ler os bonecos e a soletrar as primeiras sílabas.
Os sorrisos de quem se sentava naquele banco eram gratos.

As horas voaram.

Olhei para a frente e está longe,
À distância de “Era uma vez na América”.
Em alguns tempos, em que me escuto sozinho,
A água salgada bate nas minhas janelas.

É a saudade.

Gira-Discos (I)

Sob o ponto de vista comercial, muitas destas bandas que irão começar hoje a passar por aqui, cumpriram o seu papel, tendo vendido milhares de discos, “singles”, “EP’s” e alguns deles, alguns LP’s. Mas o seu principal papel foi transformar o panorama musical dos anos 60 e dar outras formas e géneros musicais às gerações juvenis e juniores, e ao Mundo.
Muito embora, os problemas da altura, como o nascimento da sociedade de consumo, as guerras (Vietnam, ex-colónias portuguesas, etc.), foram tempos saudosos nos quais, todos seres humanos, de alguma maneira ou de outra, ainda estavam unidos por um sentimento de fraternidade.
“A Humanidade pode destruir-se, mas o Planeta Terra ficará por cá, com ou sem seres humanos”, e a vida não pára e muitos de nós que vivemos essa geração, nunca iremos esquecer. Fica aqui para recordar.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

The Move (1966-1972) - Uma banda de rock dos anos 60 formada em Birmingham, Inglaterra, por Roy Wood (guitarra, vocal), Bev Bevan (bateria), Chris "Ace" Kefford (baixo), Carl Wayne (vocal) e Trevor Burton (guitarra). O grupo originou-se de vários bandas de Birmingham, como a “Carl Wayne and the Vikings”, “Nightrider” e “Mayfair Set”.

Curly”, de 1969. Composta por Roy Wood e talvez a composição mais conhecida do grupo. Nº. 12 no Reino Unido.


Letra:

Mister Mackan was a practical man
Curly was his only son
And he loved him like no other can
Bi-dum, bi-dum, bi-dum
He discovered the world in a wonderful girl
Though he played with more than one
But he loved her like no other can
Bi-dum, bi-dum, bi-dum
Oh, Curly, has she let you down and run?
Oh, Curly, where's your girly? Where's she gone?
Ran all over the town till he covered the ground
Every inch of Liverpool, in a way I feel so bad
That she let he be made a fool
But remember she's right, as we freeze in the night
When the dawn took years to come
Does he love her like no other can?
Bi-dum, bi-dum, bi-dum
Oh, Curly, has she let you down and run?
Oh, Curly, where's your girly? Where's she gone?
Now curse the day, yes, it really shook you good
Just broke away, no, you didn't feel she would
You didn't feel she would
La-da-da, na-na-na-na
Desolation tones play on
Though it breaks you, Curly
Can't you see what she has gone and done?
He discovered the world, such a wonderful girl
So he played with more than one
But he loved her like no other can
Bi-dum, bi-dum, bi-dum
Oh, Curly, where's she gone?
You didn't feel she would, feel she would
La-da-da, na-na-na, na-na-na, na-na-na

Tonight”, de 1969, composta por Roy Wood. Aqui no canal de televisão alemão “3sat”, em 1971.

Uma Mulher do Porto - Interacção Humorística (XIV)

Em 25-06-2009. Obrigado.
 
Uma mulher do Porto
 
Na Ribeira:
 
- Ó Guida, logo à noite bais às Antas ?

- Naue, bou ò cinema.

- Bais ber o quiê ?

- Olha, bou ber os "Colhões de Nabarone".

- Ó Guida, naum é os "Colhões de Nabarone", é os "Canhões de Nabarone" carago !.

- Óh... Foda-se !!! Atoun, bou às Antas !!!

Em 4 minutos, a evolução de 200 Países em 200 anos

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Hans Rosling (Uppsala, Suécia, 27-07-1948 – 20xx) – Médico sueco, Académico, Estatísitico e orador público. Ele é Professor em Saúde Internacional, no “Karolinska Institute” e co-fundador, e Presidente da “Gapminder Foundation”, que contribuiu para o desenvolvimento, daquilo que vamos ver aqui, o sistema de “software” “Trendalyzer”.

O médico Hans Rosling mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, transformando estatísticas em animação gráfica interactiva (“Trendalyzer”). Programa "The Joy of Stats" da BBC 4.

sábado, 7 de maio de 2011

Jazz Standards (XIII)

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Love For Sale (#30) – Letra e Música de Cole Porter
No dia 9 de Dezembro de 1930, Charles Darnton do jornal nova-iorquino “Evening World” escreveu que a interpretação de “Love For Sale”, por Kathryn Crawford, June Shafer, Ida Pearson, e Stella Friend, tinha sido de muito mau gosto. Nesse mesmo dia, no outro nova-iorquino “Herald Tribune”, Percy Hammond escreveu, “...uma vocalista assustada cantou “Love For Sale”.
Na noite anterior ambos os jornalistas tinham estado na estreia do musical da Broadway “The New Yorkers”, no “Broadway Theater”, durante a qual Crawford apresentou a canção de Cole Porter “Love For Sale”.

Billie Holiday (Filadélfia, 07-04-1915 — New York, 17-07-1959) – Do LP “Solitude” de 1956, faixa nº. 10.


Letra (versão de Billie Holiday)

Love for sale,
Appetising young love for sale.
Love that's fresh and still unspoiled,
Love that's only slightly soiled,
Love for sale.
Who will buy?
Who would like to sample my supply?
Who's prepared to pay the price,
For a trip to paradise?
Love for sale
Let the poets pipe of love
in their childish way,
I know every type of love
Better far than they.
If you want the thrill of love,
I've been through the mill of love;
Old love, new love
Every love but true love
Love for sale.
Appetising young love for sale.
If you want to buy my wares.
Follow me and climb the stairs
Love for sale.

Oscar Peterson (Montreal, 15-08-1925 - 23-12-2007) – “Plays The Cole Porter Songbook” álbum de 1959, com composições de Cole Porter. Faixa nº. 3, com Oscar Peterson (piano), Ray Brown (contrabaixo) e Ed Thigpen (bateria). Gravado entre 14 Julho e 9 Agosto de 1959, para a etiqueta “Verve”.


Chet Baker (Yale, Oklahoma, 23-12-1929 – Amsterdão, 13-05-1988) - Chet Baker (trompte e voz), Jean-Louis Rassinfosse (contrabaixo) e Michel Graillier (piano). 1ª. Faixa do álbum “Candy” (1985).


Carmen McRae (Harlem, New York, 08-04-1920 – Beverly Hills, California, 10-11-1994) – Carmen McRae (voz), Norman Simmons (piano), Victor Sproles (contrabaixo) e Walter Perkins (bateria), em 1962.


Letra (versão de Carmen McRae)

Love for sale,
Appetising young love for sale.
Love that's fresh and still unspoiled,
Love that's only slightly soiled,
Love for sale.

Norman we’re only gonna do one chorus of this theme !

Who will buy?
Who would like to sample my supply?
Who's prepared to pay the price,
For a trip to paradise?
Love for sale
Let the poets pipe of love
in their childish way,
I know every type of love
Better far than they.
If you would like the thrill of love,
I've been through the mill of love;
Old love, new love
Every kind but true love
Love for sale.
Appetising, appetising young love for sale.
If you would like to buy my wares.
Follow me and climb the stairs
Love for sale.
Love for sale.
Love for sale.