Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Bairro da Encarnação

O Livro “O Bairro da Encarnação e as antigas Quintas dos Olivais”, num video com imagem e edição de Aníbal Oliveira e que mostra um pouco do que foi e de quem presenciou e esteve na mostra, e na sessão de autógrafos do mesmo.         
                  
Obrigado Vasco Mota, mas não posso deixar de também propagandear no meu Blog esta excelente publicação, do Carlos Albeto Revez Inácio e do Fernando Furtado Barreiros.        
               
Aliás, vou voltar ao Bairro para uma nova sessão de fotografias. Estou de alguma maneira à espera que arranjem a Alameda. 

Aqui deixo um repto ao Senhor Presidente da Junta. Peço-lhe para voltar a colocar lá o "Telheiro". No sítio onde se encontrava e que servia de indicação durante muitos anos aos utentes da Carris que queriam ir até ao Bairro - "Quero ficar no Telheiro !".
A estátuta embora bonita, não diz nada ao local. Coloquem-na lá mais para cima na Alameda.

O Telheiro, digo eu, diz muito à juventude e aos habitantes do Bairro !
                

domingo, 21 de outubro de 2012

Baladas Pat Metheny e… (VIII)

Durante dez semanas, duas por semana, deixar-vos-ei 19 baladas de Pat Metheny, algumas delas compostas em parceria.
Metheny porquê ?
Porque a sua música é uma presença diária. Faz-me sentir bem e verificar que ainda existem coisas boas no Mundo que habitamos. A música de Metheny é uma dessas coisas boas.   
            
Biografias de Pat Metheny e de alguns dos músicos do grupo por aqui:         
               
          
           
As duas penúltimas baladas de hoje, e mais uma vez com a ajuda do Youtube, são:   
                 
Farmer’s Trust”, composta por Pat Metheny & Lyle Mays. Faixa 6, do primeiro CD de “Travels”, que é o primeiro álbum do “Pat Metheny Group” ao vivo e que foi editado em 1983, pela editora ECM, com produção de Manfred Eicher. O álbum é composto por dois CD de gravações ao vivo, de espectáculos tidos em Julho, Outubro e Novembro de 1982, nas cidades de Filadélfia, Dallas, Sacramento, Hartford e Nacogdoches. Conjuntamente com Pat Metheny, o álbum conta com a presença de Lyle Mays, Steve Rodby, Dan Gottlieb e do "convidado especial" Nana Vasconcelos, cuja influência é, visivelmente, evidente na música do grupo. O álbum ganhou o Grammy de “Melhor Performance de Jazz Fusion” em 1983.    
                 
A formação para este álbum foi a seguinte:          
                 
Pat Metheny - Viola, Viola Sintetizadora;
Lyle Mays - Piano, Sintetizador, Orgão, Auto-Harpa, Synclavier;
Steve Rodby – Baixos Eléctrico, Acústico, e Baixo Sintetizador;
Dan Gottlieb – Bateria; e
Nana Vasconcelos - Percussão, Voz e Berimbau.          
                 
            
                 
"Afternoon”, composta por Pat Metheny (música), 8ª. Faixa do álbum “Speaking of Now” editado em 2002, pela Warner Bros. Produção de Pat Metheny e Lyle Mays.         
Como a crítica do “All Music” diz, "...cada faixa de ‘Speaking Of Now’ possui uma beleza distinta e eloquente. Este álbum é uma oferta soberba que não deve ser, audivelmente, desperdiçada.”.         
                 
A formação para este álbum foi a seguinte:         
                 
Pat Metheny – Violas;
Lyle Mays - Piano, Teclas;
Richard Bona – Viola Acústica, Baixo Fretless, Vocais, Percussão;
Steve Rodby – Violoncelo, Baixo Acústico;
Antonio Sanchez – Bateria;
Dave Samuels - Percussão, Marimba;
Cuong Vu - Trompete, Vocais.          
             

Jazz Standards (LXXVII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
             
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)          
               
Out Of Nowhere (#68) - Música de Johnny Green e Letra de Edward Heyman
Em Abril de 1931, Bing Crosby estreou "Out of Nowhere" pela etiqueta “Brunswick”, a gravação que seria o seu primeiro trabalho a solo, que chegou a sucesso número um. Desde então, foi lançado um CD em “Going Hollywood”, volume 1 (1930-1936). Um mês após a gravação de Crosby, “Leo Reisman Orchestra” também marcou com "Out of Nowhere", a sua gravação na “Victor” com o vocalista Frank Munn subindo ao número seis das tabelas “Pop”. 
             
Bing Crosby (Tacoma, Washington, EUA, 03-05-1903 — Madrid, Espanha, 14-11-1977)  
       
          
                    
Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, Bélgica, 23-01-1910 - Paris, França, 16-03-1953) & Stéphane Grapelli (Paris, França, 26-01-1908 — Paris, França 01-12-1997) – 30 de Junho de 1933, em Paris. Django Reinhardt (guitarra) e Stéphane Grapelli (violino).   
              
             
                           
Charlie Parker (Kansas, Missouri, EUA, 29-08-1920 – New York, EUA, 12-03-1955) & Miles Davis (Alton, Illinois, EUA, 26-05-1926 — Santa Monica, California, EUA, 28-09-1991) – Em 1947              
                  
            
                     
Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – The American Songbook            
              
               
           
Letra      
                
You came to me from out of nowhere,
You took my heart and found it free.
Wonderful dreams, wonderful schemes from nowhere
Made every hour sweet as a flower for me.
If you should go back to your nowhere,
Leaving me with a memory,
I'll always wait for your return out of nowhere,
Hoping you'll bring your love to me.             
              
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Deus !!!??? - Interacção Humorística (LXXXII)

Em 13-12-2010. Obrigado.        
            
Deus !!!???         
             
Uma professora de creche observava as crianças na sua turma a desenhar. Ia passeando pela sala para ver os trabalhos de cada criança.

Quando chegou ao pé de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou-lhe o que é que ela estava a desenhar.

A menina respondeu:

- 'Estou a desenhar Deus.'

A professora parou e disse:

- 'Mas ninguém sabe como é Deus.'

Sem piscar e sem levantar os olhos do seu desenho, a menina respondeu:

- 'Saberão dentro de um minuto'.

Músicas House MD (6ª. Temporada) (XXXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)             
                 
Benjamim Chase “Ben” Harper (Claremont, CA, EUA, 28-10-1969 – 20xx) & Relentless Seven – É um músico norte-americano. Nascido na Califórnia, Ben Harper cresceu a ouvir “Blues”, “Folk”, “Soul”, “R&B” e “Reggae”. Aprendeu a tocar guitarra ainda criança e teve diversas bandas na sua adolescência, sempre influenciado por nomes como Blues Traveler, Hootie & the Blowfish, Phish e Taj Mahal. Ben é muito religioso, passando sempre, uma mensagem cristã nas suas músicas.
A sua carreira profissional, como artista solo, começou em 1993 com “Welcome To The Cruel World”. Sempre com um intervalo de dois anos, foram lançados “Fight For Your Mind” (1995), “The Will To Live” (1997) e “Burn To Shine” (1999).
Uma caixa especial intitulada “CD Box Collection”, contendo os três primeiros álbuns de Harper saiu em 2000 e, no ano seguinte, chega o duplo ao vivo “Live From Mars”. O disco foi dividido num elétrico e noutro mais acústico e traz os maiores sucessos do músico, como “Excuse Me Mr.”, “Steal My Kisses” e “Pleasure And Pain”.
O seu sexto trabalho chama-se “Diamonds On The Inside” (2003). O álbum é uma mistura de “Heavy”, “Funk” e “Folk”. Ao lado dele estão “The Innocent Criminals”, formado pelo baixista Juan Nelson, o percussionista Leon Lewis Mobley e o baterista Oliver Charles. Os destaques foram “With My Own Two Hands”, “Everything”, “Amen Omen”, além da própria faixa-título. É também conhecido como "O Padrinho" de Jack Johnson, pois foi quem o descobriu e o indicou para uma grande editora. Em 2007 gravou em parceria com a cantora brasileira Vanessa da Mata a canção "Good Luck". Atualmente formou a banda Ben Harper & Relentless 7, e fará digressões, também em 2009, com a banda “Pearl Jam”.          
               
Ben Harper & Relentless Seven – Faithfully Remain, faixa 11, do álbum “White Lies For Dark Times”, de 2009.           
                 
                 
                      
Monotonix (19xx – 20xx) – Foram uma banda de “Rock” de garagem a partir de Tel Aviv, Israel. Eles lançaram o seu primeiro EP em 2008 e fizeram digressões na maior parte dos Estados Unidos e Europa, incluindo notáveis aparições, hoje lendários, no SXSW. Os “Monotonix” posteriormente lançaram dois álbuns completos – “Where Were You When It Happened?” e “Not Yet” e continuaram corrida infame de 1000 espectáculos em cinco anos, em 2011.         
                  
Monotonix – Set Me Free, do álbum “Where Were You When It Happened?” de 2009.        
                     
             
                     
Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton (Cyndi Lauper) (New York, EUA, 22-06-1953 – 20xx) – É uma cantora, compositora e actriz norte-americana vencedora de prémios Grammy e Emmy. Estreou-se no cenário da música “Pop”, em meados da década de 1980 e obteve sucesso com o lançamento do LP “She's So Unusual”, o qual ganhou 6 discos de platina nos Estados Unidos, com vendas que atingiram seis milhões de cópias no país. O álbum também entrou para a lista dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone e está em exposição no “Rock And Roll Hall of Fame”. O disco fez de Cyndi a primeira mulher a ter quatro singles do mesmo álbum no “Top 10” da tabela de sucessos da revista americana Billboard. Tem tido muito reconhecimento também, por passar por diversos géneros musicais, desde os “Blues” ao “Dance-Pop”, pela sua frequente mudança de visual e sua voz altamente potente, para uma cantora “Pop”.
Em 2009, a cantora recebeu o prémio “BMI Millionaire Award” por "Time After Time", a sua primeira canção a conquistar o primeiro lugar da “Billboard Hot 100”, em 1984, e que foi certificada com dois discos de ouro e um de platina nos Estados Unidos.         
            
Cyndi Lauper – Time After Time            
                   

5MJZ (XXXIV) – Ella Fitzgerald

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)           
              
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.            
                  
Ella Fitzgerald Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996 - Foi conhecida como a "Primeira Dama da Canção" e "Lady Ella", foi uma popular cantora de jazz norte-americana.
Nasceu em Newport News, Virgínia, filha William e Temperance "Tempie" Fitzgerald. O casal separou-se pouco tempo depois do nascimento da filha, e a sua mãe levou-a para Yonkers, Nova York, com o seu namorado, Joseph Da Silva. A meia-irmã de Ella, Frances Da Silva, nasceu em 1923.
Durante a juventude, Ella queria ser uma dançarina, embora gostasse de ouvir as gravações de jazz de Louis Armstrong, Bing Crosby e das “The Boswell Sisters”. Idolatrava a cantora Connee Boswell, dizendo mais tarde: "Minha mãe trouxe para casa um dos seus discos, e apaixonei-me por ele....Tentei tanto soar, exactamente como ela."
Em 1932, a sua mãe morreu, vítima de um enfarte. O trauma provocou uma queda brutal no desempenho escolar de Ella, que deixou de frequentar as aulas. Chegou a trabalhar, como vígia, num bordel, e numa casa de apostas do jogo de números (“numbers game”) filiada à máfia. Após envolver-se em problemas com a polícia, acabou sendo presa e enviada para um reformatório, de onde eventualmente, fugiu, passando a viver na rua, até ser internada no Asilo de Órfãos de Cor em Riverdale, no Bronx, Nova York.
Fez a sua estreia como cantora aos 17 anos, em 21 de Novembro de 1934, no Teatro Apollo, no Harlem. Gradualmente, conquistou um público semanal no “Apollo”, e a oportunidade de competir numa das primeiras "Amateur Nights" do teatro. Originalmente pretendia dançar, porém, intimidada pelas Edward Sisters, uma dupla local de dançarinas, optou por cantar no estilo de Connee Boswell. Interpretou "Judy", de Boswell, e "The Object of My Affection", das Boswell Sisters, e conquistou, na altura, o prémio principal, 25 dólares.
Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza da sua tonalidade, da sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no “scat”.
Considerada uma das intérpretes supremas do chamado “Great American Songbook”, teve uma carreira que durou 59 anos, venceu 14 prémios Grammy e recebeu a “Medalha Nacional das Artes” do presidente americano Ronald Reagan, bem como a “Medalha Presidencial da Liberdade”, do sucessor de Reagan, George H. W. Bush. É apontada, frequentemente, por críticos e músicos, como a maior cantora do século XX.           
                        
I Don't Mean A Thing", é uma composição de 1931 (*) composta por Duke Ellington, com letra de Irving Mills, é um “standard” de jazz. A música foi escrita e orquestrada por Ellington em Agosto de 1931 durante os intervalos na “Chicago’s Lincoln Tavern” e foi gravada, pela primeira vez, por Duke Ellington e sua orquestra, para a “Brunswick Records” (Br 6265), em 2 de Fevereiro de 1932.
Aqui neste “clip” carregado no Youtube, Ella canta durante uma sessão de gravação, para uma emissão televisa, num estúdio alemão, em 1974.
É Ella Fitzgerald em dueto com uma “big band”, composta por Joe Pass (viola), Tommy Flanagan (piano), Keeter Betts (baixo), Bobby Durham (bateria), Roy Eldridge (trompete), Eddie Lockjaw Davis (saxophone tenor), “Peter Herbolzheimer Rhythm Combination & Brass” com Herb Geller, Art Farmer, etc..          
             
(*) 1931 – Morre Bix Beiderbecke e Buddy Bolden; Al Copne, é preso, julgado e condenado; The “Star Spangled Banner” é adopatdo hino nacional norte-americano; John Raskob constrói o “Empire State Building” em New York; Greta Garbo portagoniza Mata-Hari.            
                     

Alguma “velha” publicidade televisiva (XVIII)

Literaturas Comparadas

Temos de fazer um esforço e conseguir destrinçar o que tem qualidade do que não tem.       
                   

domingo, 7 de outubro de 2012

Uma história curtíssima do som

O som e a sua gravação numa curtíssima história. Lamento não estar em português, mas acho que vão perceber, e..... usem os vossos auriculares !            
            

Jazz Standards (LXXVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
               
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)         
                
Angel Eyes (#67) - Música de Matt Dennis e Letra de Earl K. Brent
De acordo com o compositor Matt Dennis, Herb Jeffries foi o primeiro a gravar "Angel Eyes" (1946), mas a popularidade da música vacilou quando a editora de Jeffries. Nat King Cole, em seguida, gravou a canção como “lado B”, em 1953 com o seu sucesso, do “lado A”, "Return to Paradise". No entanto, Matt Dennis, credita Ella Fitzgerald como a grande vocalista que popularizou "Angel Eyes", dizendo: "Finalmente Ella gravou para Norman Granz. Ela fê-lo quatro vezes desde então. Estou muito feliz porque ela sempre incluiu a composição nos seus espectáculos."
"Angel Eyes" pode ser encontrado numa série de CD de Ella Fitzgerald. A sua mais antiga gravação da canção é com “Sy Oliver Orchestra” de 26 de Junho de 1952, e está incluído no álbum “75th Birthday Celebration” (1993) e “The Last Decca Years 1949-1954” (1999). Uma gravação 24 de julho de 1957, está em “First Lady of Song” (1993) e “Ultimate Ella” (1997). A canção aparece, também, num concerto ao vivo, de 25 de Abril de 1958, “Ella in Rome” (1988), e por volta de 1960, em “The Intimate Ella” (1990).               
                    
Chet Baker (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988)       
              
           
                
Nancy Wilson (Chillicothe, Ohio, EUA, 20-02-1937 - 20xx) – do álbum “Welcome to My Love”, faixa 3, com orquestrações de Oliver Nelson, de 1968 e editado pela “Capitol”.     
            
             
                 
Modern Jazz Quartet (1952 - 1993) – do album Fontessa de 1956, faixa 2, para a editora “Atlantic Records”. Com John Lewis (piano), Milt Jackson (vibraphone), Percy Heath (contrabaixo) e Connie Kay (bateria).             
                 
         
                
Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – para a Decca Records, em 26 de Junho de 1952, com Ella Fitzgerald (vocal); Taft Jordan, James Nottingham e Bernie Privin (trompetes); Mort Bullman e Al Grey (trombones); Sid Cooper e Milt Yaner (saxofones alto); Dick Jacobs e Sam Taylor (saxofones tenor); Dave Mcrae (saxofone barítono); Hank Jones (piano); Everett Barksdale (guitarra); Sandy Block (contrabaixo); Jimmy Crawford (bateria); e Sy Oliver (maestro e orquestrador).           
              
         
               
Letra          
           
Try to think that love's not around
But it's uncomfortably near
My old heart ain't gaining no ground
Because my angel eyes ain't here
Angel eyes, that old devil sent
They glow unbearably bright
Need I say that my love's mispent
Mispent with angel eyes tonight
So drink up all you people
Order anything you see
Have fun you happy people
The laughs and the jokes are on me
Pardon me but I got to run
The fact's uncommonly clear
Got to find who's now number one
And why my angel eyes ain't here
Oh, where is my angel eyes
Excuse me while I disappear
Angel eyes, angel eyes.         
               
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

"O Capucinho Vermelho" nos "media" portugueses - Interacção Humorística (LXXXI)

Em 06-12-2010. Obrigado.              
                     
Como seria noticiada hoje em Portugal a história do Capuchinho Vermelho...   
            
Telejornal - RTP1           
             
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de
ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia".             
                 
Jornal da Noite - SIC          
                  
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina
foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da
sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o
Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi
retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"         
               
Jornal Nacional - TVI            
                   
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A
menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte
público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão
de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva
por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de
extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual
governação portuguesa."                  
                  
Correio da Manhã            
                
"Governo envolvido no escândalo do Lobo".         
                    
Jornal de Notícias             
                
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho".          
                   
Revista Maria            
                
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama".          
                    
Lux          
               
"Na cama com o lobo e a avó" .              
                
Expresso              
             
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador".
Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares
dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi
devorada e depois salva pelo lenhador.           
                
Público           
                      
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS".      
               
O Primeiro de Janeiro            
                
"Sangue e tragédia na casa da avozinha".          
                 
Caras        
        
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:
Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser
devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa.".       
              
Maxmen         
            
Ensaio fotográfico no mês seguinte:
"Veja o que só o lobo viu".
    
Sol        
          
"Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência".

Baladas Pat Metheny e… (VII)

Durante dez semanas, duas por semana, deixar-vos-ei 20 baladas de Pat Metheny, algumas delas compostas em parceria.
Metheny porquê ?
Porque a sua música é uma presença diária. Faz-me sentir bem e verificar que ainda existem coisas boas no Mundo que habitamos. A música de Metheny é uma dessas coisas boas.   
             
Biografias de Pat Metheny e de alguns dos músicos do grupo por aqui:           
              
           

As duas baladas de hoje, e mais uma vez com a ajuda do Youtube, são:         
                     
In Her Family”, composta por Pat Metheny (música) para a obra

Still Life (Talking). É um álbum do “Pat Metheny Group”, lançado em 1987, pela “Geffen Records”. Foi o primeiro álbum do grupo, a ser lançado pela etiqueta “Geffen Records”. É um trabalho de fusão e jazz “crossover”, combinando harmonias brasileiras de jazz influenciado com “folk”, “jazz” e elementos de “pop” e, conjuntamento com o anterior “First Circle” e o seguinte “Letter From Home”, é considerado como fazer parte, da chamada "Trilogia Brasileira".
A peça "Last Train Home" foi usada num comercial de Natal pela “Publix”, cadeia de supermercados com sede na Flórida. Metheny brincou com isso quando ele se apresentou em Tampa Bay, referindo-se à música como "a canção Publix". O comercial esteve no ar, durante as temporadas estivais de férias, entre 1987 e 1996. A composição também teve destaque durante o Weather Channel "Local no 8s" na lista de obrigatória de emissão, desde aproximadamente os anos 1980. "(It’s Just) Talk" também teve destaque nas previsões locais sobre “The Weather Channel”.          
                
A formação para este álbum foi a seguinte:      
           
Pat Metheny - Viola, Viola Sintetizadora, Violas Acústicas, e Violas Eléctricas;
Lyle Mays – Piano e Teclas;
Steve Rodby – Baixos Acústico e Eléctrico;
Paul Wertico – Bateria;
Armando Marçal - Percussão, Voz; e
Mark Ledford e David Blamires - Vozes       
           
            
             
Naked Moon”, composta por Pat Metheny (música) para o álbum “The Road To You” de 1993, gravado para a etiqueta Geffen, com produção de Pat Metheny.
“The Road to You” é o segundo álbum do “Pat Metheny Group” ao vivo, lançado em 1993, dez anos após o seu primeiro lançamento ao vivo, “Travels”. Todas as peças foram gravadas ao vivo (a excepção é a última faixa “Solo ‘More Travels’”, gravada em estúdio), numa digressão europeia em 1991. As músicas foram retiradas de actuações nas cidades italianas de Bari, Pescara, Jesi e Nápoles; e das cidades francesas de Marselha, Paris e Besançon.
O CD contem os tempos de cada música, mas os tempos, aí registados, são muito imprecisos. O álbum ganhou um Grammy, em 1994, para “Melhor Performance de Jazz Contemporâneo”.         
               
A formação para este álbum foi a seguinte:         
                
Pat Metheny – Viola, Viola Sintetizadora;
Lyle Mays – Piano, Teclas;
Steve Rodby – Baixos Acústico e Eléctrico;
Paul Wertico – Bateria;
Armando Marçal – Percussão, Timbales, Congas, Voz; e
Pedro Aznar – Voz, Viola Acústica, Percussão, Saxofone, Bateria de Aço, Vibrafone, Marimba, Melódica.             
                 

Alguma “velha” publicidade televisiva (XVII)

Usei este “depois da barba”...     
             

5MJZ (XXXIII) - Betty Carter

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)           
                
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.           
             
Betty Carter (com o nome de nascimento Lillie Mae Jones) (Flint, Michigan, EUA 16-05-1929 – 26-09-1998) – Foi uma cantora de jazz norte-americana conhecida pela sua técnica de improvisação, habilidades “scatting”, e outros complexas habilidades musicais que demonstraram o seu talento vocal e interpretação imaginativa de letras e melodias.
A vocalista Carmen McRae observou uma vez, "existe somente e apenas uma cantora de jazz, apenas uma... Betty Carter !"
Carter nasceu em Flint, Michigan e cresceu em Detroit, onde seu pai coordenava um coro de igreja. Em criança, Carter foi criada para ser extremamente independente e não esperar carinho da sua família. Mesmo 30 anos após ter saído de casa, Carter ainda era muito consciente e afectada pela vida na casa onde ela foi criada, e comentou:
"Eu fui retirada muito cedo da minha família. Não houve nenhum contacto real com telefonemas para casa todas as semanas para descobrir como o mundo e as pessoas são... Quanto à minha família se está preocupada ou não, tem sido uma caminhada solitária ... É, provavelmente, tanto culpa minha como a é deles, e eu não pode culpar ninguém por isso. Mas nunca houve proximidade real, onde a família me pudesse dizer... ‘Estamos orgulhosos'... e tudo isso. Não, não ... nada disso aconteceu."            
            
What A Little Monnlight Can Do" é uma canção popular escrita por Harry M. Woods, em 1934 (*). Em 1934, Woods mudou-se para Londres durante três anos, onde trabalhou para o estúdio de cinema britânico “Gaumont British”, contribuindo materialmente para vários filmes, um dos quais foi “Road House” (1934). A música foi cantada no filme por Violet Lorena e incluiu um versículo introdutório, não ouviu na versão mais recente gravada por Billie Holiday, acompanhado por Teddy Wilson & His Orchestra, em 2 de Julho de 1935. Peggy Lee cantou-a com um arranjo de Nelson Riddle no seu álbum de 1959 “Jum For Joy”. Crystal Gayle incluiu-a no seu álbum de 1980 “These Days”. Steve Tyrell gravou-a no seu álbum de 2001, “Standard Time”.         
                 
(*) 1934 – Coleman Hawkins em digressão pela Europa, é substituído por Lester Young na orquestra de Fletcher Henderson; Mao Tse Tung inicia a grande marcha na China; O Correio Áereo passa a funcionar em Portugal; “Mensagem” é publicada por Fernando Pessoa; e Henry Miller publica “Trópico de Câncer”.            
                

Submarino Parado

Gira-Discos (XXXV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
            
Rádio Macau (1983 – 20xx) - Foi uma banda portuguesa formada na vila do Algueirão, Mem Martins, no início dos anos 80. Em 1993 a banda suspende a actividade, alegando cansaço e vontade de embarcar noutras experiências.
Regressam como banda em 1998 e aos discos em 2000, com outra sonoridade. A banda gravou em 2008 o 8º. álbum de originais, a que chamam, simplesmente, “8”.      
               
"O Anzol”, aqui em 1988.          
                 
               
                    

"Cantiga de Amor”, a faixa 2, do álbum “8” de 2008.            
                  

Gira-Discos (XXXV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)  
               
The Foundations (1967 – 1970) - foram uma banda de “soul” britânica. O grupo, composto de índios (Oeste), um branco britânico, e um originário do Sri Lanka, são mais conhecidos por seus dois maiores sucessos, "Baby Now That I've Found You" (o sucesso número um nas tabelas do “UK Singles Chart” e do Canadá, e posteriormente no “Top 10” dos EUA), escrito por Tony Macaulay e John MacLeod, e "Build Me Up Buttercup" (número 3 na tabela “Billboard Hot 100” e número 1 no Canadá), co-escrito por Macaulay com Mike d'Abo, no momento em que este liderava como vocalista a banda dos “Manfred Mann”. Foi o primeiro grupo multi-racial a ter um sucesso número um, no Reino Unido, na década de 1960.
Os “Foundation” são notáveis por ser um dos poucos actos de editora, com tamanho sucesso e que poderia imitar com o que se tornou conhecido, como o som da Motown (Tamla Motown). Em termos de estilo musical e de alinhamento anteciparam o som mais bem sucedidod, dos “Hot Chocolate”. Eles estavam numa onda de sucesso musical similar à da dos “Love Affair”, os quais também lideraram as tabelas britânicas em 1968, com a sua versão de "Everlasting Love", de Robert Knight. Os “Foundation” assinou contrato com a Pye, na altura uma das quatro grandes editoras do Reino Unido (sendo as outras, a EMI com a HMV, Columbia Records, e a Parlophone; a Decca; e a Philips que também detinha a Fontana).    
                 
"Baby Now That I've Found You”, de 1967.           
                  
              
                 
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, baby since first we met,
I knew in this heart of mine,
(I wanna tell you)
The love we had,
Could not be bad,
I played it right,
And bide my time,
All my life I've waited for somebody,
To give me love like you,
Now you tell me that you wanna leave me,
(Darlin' I just can't let you)
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
All my life been looking for somebody,
To give me love like you,
Now you tell me that you wanna leave me,
(Darlin' I just can't let you)
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me,
Baby, (ba-da-da-da)
Now that I've found you,
I can't let you go,
(Ba-da-da),
Build my world around you,
I need you so,
(Oooh)
Baby, even though,
You don't need me,
You don't need me.          
                
"Build Me Up Buttercup”, de 1968.