Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 26 de outubro de 2013

António Pinho Vargas – Groups & Soloists of Jazz (VII)

Hoje publico mais um dos meus pianistas de Jazz preferidos, embora actualmente, penso eu, ele está mais ligado à música clássica. De seu nome, António Pinho Vargas é mais um artista português pouco conhecido pelos portugueses. Tive o privilégio de o ver ao vivo no início da sua carreira com o disco “Outro Lugares”. Nessa altura fazia-se acompanhar por José Nogueira (saxofones e clarinete), pelos irmãos Barreiros, Mário Barreiros (bateria e percussão), Pedro Barreiros (baixo) e Artur Guedes (contrabaixo). Na história do Jazz, um dia dar-se-á o seu real valor a este “Solista” e génio da música portuguesa, e aos músicos que o acompanharam

1983 - Outros Lugares
1985 - Cores e Aromas
1987 - As Folhas Novas Mudam de Cor

1989 - Os Jogos do Mundo

1991 - Selos e borboletas

1995- Monodia
1996 - A Luz e a Escuridão
1998 - Mãos
2001- Versos
2003 - Os dias levantados
2008 - "Graffiti, Six Portraits of Pain, Acting Out"
2008 - Solo
2009 - Solo II
 
Eu diria que a sua obra, e isto para melómanos, obviamente, deveria ser toda ouvida e voltada a ouvir, tantas vezes quantas as necessárias. Só assim se conhece um artista. Mas diria que em termos de Jazz, pelo menos, os cinco primeiros trabalhos são obrigatórios para conhecer Pinho Vargas.     
António Pinho Vargas é sem sombra de dúvida um dos nossos melhores músicos de todos os tempos. Ouçam-no por favor !!!       
            
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
             
António Pinho Vargas (Gaia, Portugal, 15-08-1951 – 20xx) – É um músico e compositor português. Licenciou-se em História, pela Faculdade de Letras do Porto, e terminou o Curso Superior de Piano do Conservatório da mesma cidade. Posteriormente obteve o mestrado em Composição, pelo Conservatório de Música de Roterdão, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2010 doutorou-se em Sociologia da Cultura, na Universidade de Coimbra, com uma tese intitulada “Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu”. Foi professor na Escola Superior de Educação do Porto, entre 1990 e 1992, e na Escola Superior de Música de Lisboa, a partir de 1991. Desempenhou funções de assessor na Fundação de Serralves, entre 1994 e 2000, e no Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 1998. Destacou-se como compositor clássico, sendo autor de três óperas e várias peças, incluindo obras gravadas pela “Arditti String Quartet”, o “Galliard Ensemble”, o escocês “Royal Academy Brass”, a “Northern Sinfonia”, entre outros. No mundo do jazz tem sete álbuns editados, sendo o primeiro, “Outros Lugares”, de 1983. Foi condecorado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995. Em 2012 recebeu o Prémio José Afonso pelo disco “Solo II”, e o Prémio Universidade de Coimbra pela sua "contribuição para a música contemporânea".
             
Entrevista        
         
         
            
Uma Já Antiga, a versão a solo do álbum “Solo II” de 2009. Infelizmente não existe carregada, no Youtube, nenhuma versão com o grupo e pertencente ao primeiro álbum “Outros Lugares” de 1983. Tanto esta versão como a de grupo são soberbas.      
            
            
              
Vilas Morenas, do álbum “As Folhas Novas Mudam de Cor” de 1987.          
                
         
                
De Longe, do álbum “As Folhas Novas Mudam de Cor” de 1987.        
           
       
              
Da Floresta, do álbum “As Folhas Novas Mudam de Cor” de 1987.        
              
          
               
Dança dos Pássaros, no programa “Deixem Passar a Música”, em 1987 na RTP1. Com José Nogueira (saxofone), Mário Barreiros (bateria), Pedro Barreiros (contrabaixo) e Quico (teclas), do álbum “Cores e Aromas” de 1985.         
              
           
           
June, do álbum “Solo” de 2008. De uma emissão passada na RTP 2.           
           

Lisboa (V) – Praça do Campo Pequeno

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
 
A Praça de Touros do Campo Pequeno localiza-se na Avenida da República, cidade de Lisboa, em Portugal.
É um recinto para corridas de touros (touradas) e, actualmente, concertos musicais, entre outras possíveis actividades. Com uma capacidade de cerca de 9.000 pessoas. Foi edificada em 1892, em substituição da praça que funcionou de 1831 a 1891 no Campo de Santana. O calendário tauromáquico decorre principalmente no Verão.
A Praça de Touros do Campo Pequeno foi construída em tijolo maciço de face à vista e foi alvo de um processo de reabilitação profundo no início do século XXI. A praça ficou com o seu primeiro anel alterado estruturalmente, passando a ser de betão armado, em detrimento dos arcos de tijolo existentes inicialmente. O anel exterior manteve-se inalterado a nível estrutural, tendo sido executadas reparações e reforços. Foram criados uma galeria comercial no subsolo e alguns espaços comerciais no piso térreo. A alteração mais significativa terá sido a cobertura amovível que torna a praça num espaço mais versátil, podendo ser utilizado durante todo o ano e para qualquer fim.
 
Steps Ahead (1979-20xx) – Inicialmente conhecido como "Steps" é um grupo dedicado basicamente ao jazz de fusão, cujo principal fundador foi o vibrafonista Mike Mainieri (Michael T. Mainieri Jr. 04-07-1938, Bronx, New York City). Estreia para o grupo a nível mundial, com o álbum Steps Ahead. “Steps” começou como uma aventura “part-time” em 1979, no “Seventh Avenue South, um clube nocturno em New York. A banda começou a lançar álbuns no Japão desde 1980. A primeira formação dos “Steps”, no período de 1979-1981, como pode ser lido no álbum ao vivo “Smokin’ In The Pit” era composta por, Michael Brecker (saxofone tenor) infelizmente já falecido, Steve Gadd (bateria), Eddie Gomez (contrabaixo), Don Grolnik (piano), Mike Mainieri (vibrafone) e Kazumi Watanabe (guitarra).
Em 1982 aperceberam-se que o nome de “Steps” já existia para um grupo na Carolina do Norte, por isso, alteraram-no para “Steps Ahead”. A formação primeira de “Steps Ahead” foi: Mike Mainieri (vibrafone); Michael Brecker (saxofone tenor); a brasileira Eliane Elias (piano); Peter Erskine (bateria); e Eddie Gomez (contrabaixo). Os membros do grupo incluíam também: Dennis Chambers (bateria); Steve Gadd (bateria); Warren Bernhardt (piano); Chuck Loeb (guitarra); Victor Bailey (contrabaixo); Tony Levin (contrabaixo); Bob Berg (saxofone tenor); Darryl Jones (contrabaixo); Mike Stern (guitarra); Richard Bona (baixista), entre muitos outros.
 
Aqui ouviremos a música “Modern Times “ com o álbum do mesmo nome e com a seguinte formação:
 
Michael Brecker     – Saxofones Soprano e Tenor;
Mike Manieri          – Vibrafone, marimbas e Vibrafone Sintetizado;
Peter Erskine         – Bateria, Percussão e DMX;
Warren Bernhardt  – Teclas; e
Eddie Gomez         – Baixo.
 

Os Festivais das Canções (1973)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)      
          
Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.       
          
Euro Festival 1973, em 7 de Abril, Luxemburgo (Luxemburgo).       
            
1º. Anne-Marie David (23-05-1952) – Tu te reconnaîtras          
        
      
       
2º. Mocedades (1969 – 20xx) - Eres tú     
            
       
            
3º. Cliff Richard (14-10-1940) - Power to All Our Friends      
         
          
              
Festival RTP da Canção de 1973, em 26 de Fevereiro, no teatro Maria Matos.         
              
1º. Fernando Tordo (29-03-1948) - Tourada          
             
         
           
2º. Paco Bandeira (02-05-1945) – É por isso que eu vivo        
           
            
            
3º. Duarte Mendes (07-08-1947) - Gente         
                

Igreja de Santos-o-Velho (1147)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)   
       
Lisboa é a minha cidade, onde nasci, cresci e de onde hei-de partir. Deixo-vos algumas fotos antigas, da cidade ainda inteira, não destruída, como tem sido, pela sociedade moderna, ou por aqueles que só tem interesse em dinheiro e poder, e ignoram pura e simplesmente a cultura, a tradição e a história de uma urbe. Uma das mais antigas da Europa.  
         
(O documento em "Powerpoint" onde estas fotos existiam, tinha o nome de FCosta como sendo o seu autor. Não sei sequer se essa pessoa é o dono das mesmas. São fotos da maravilhosa cidade de Lisboa. Vou passar aqui algumas fotos que esse documento continha para mostrar a minha cidade há mais de 50 anos.)           
            
Sobre os vestígios de um presumível templo tardoromano do século IV, dedicado aos santos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, foi edificada nova igreja em 1147. Mas são as intervenções de 1696 pelo arquitecto João Antunes - torres sineiras, frontespício e púlpito - e as obras de restauro em 1861 e 1876 que lhe conferiram o perfil que hoje conhecemos. Trata-se de uma igreja cuja fachada principal, de um só corpo, ladeada por duas torres sineiras e rematada por frontão triangular vazado por janela iluminante, surge rasgada, a eixo, por um portal de arco abatido fechado por grade de ferro, de acesso à galilé, encimado por um relevo dos santos mártires, orago da igreja, e por um janelão emoldurado a cantaria lavrada e coroado de ática. Na galilé, para além da porta principal, temos o acesso à Capela dos Santos Mártires, onde se crê estar a sepultura dos mesmos. O interior da igreja, coberto por falsa abóboda de berço em madeira pintada e dourada, apresenta nave única aberta a 6 capelas laterais (3 de cada lado), à Capela de Nª Senhora da Conceição do lado direito do arco triunfal e à Capela do Santíssimo Sacramento. Na capela-mor profunda, evidencia-se a pedra de armas dos marqueses de Abrantes, os quais cederam o terreno para a construção da capela-mor, ficando com acesso às tribunas laterais da mesma através do seu palácio contíguo ao templo. Por sua vez, no altar-mor observa-se sobre o trono as imagens dos 3 padroeiros da igreja.
 
Melody Gardot – Lisboa       
          

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Pat Metheny e mais dez baladas …(XIV)

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,       
           
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,      
           
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.      
          
José Saramago, “Intimidade”, in “Os Poemas Possíveis”         
           
Don't forget (Renato's theme), do álbum “Passagio per il paradiso” de 1996, para a etiqueta Geffen.     
        
          
          
Antonia, do álbum “Secret Story” de 1992, para a etiqueta Geffen.      
           

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pat Metheny e mais dez baladas …(XIII)

Teus olhos, borboletas de oiro, ardentes
Batendo as asas leves, irisadas,
Poisam nos meus, suaves e cansadas
Como em dois lírios roxos e dolentes...   
      
E os lírios fecham... Meu Amor, não sentes?
Minha boca tem rosas desmaiadas,
E as minhas pobres mãos são maceradas
Como vagas saudades de doentes...      
          
O Silencio abre as mãos... entorna rosas...
Andam no ar carícias vaporosas
Como pálidas sedas, arrastando...     
          
E a tua boca rubra ao pé da minha    
É na suavidade da tardinha
Um coração ardente palpitando...       
         
Florbela Espanca, “Crespúsculo”, in “Livro de Soror Saudade”        
           
Sueño con Mexico, do álbum “New Chautauqua” de 1979, para a etiqueta ECM.      
           
       
             
Sisters, do álbum “A Map of the World” de 1999, para a etiqueta Warner Bros.. 
       

domingo, 20 de outubro de 2013

Jazz Standards (CIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)     
        
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)      
          
The Very Thought of You (#107) - Música e Letra de Ray Noble
O vocalista Al Bowlly apresentou esta música em duas versões diferentes e gravadas em 1934. A primeira gravação foi com acompanhamento de piano por Monia Liter, e a segunda foi como sendo o vocalista da Orquestra do compositor Ray Noble. A segunda versão chegou a número um nas tabelas de sucessos populares:  
      
Ray Noble e Orquestra (1934, Al Bowlly, vocal, 1º.);
Bing Crosby (1934, vocal, 11º.);
Vaughn Monroe e Orquestra (1944, vocal, 19º).   
       
O maestro compositor, inglês, Ray Noble teve o seu primeiro grande sucesso com " Good Night Sweetheart" em 1931, e tornou-se um êxito, em parte, devido a uma excelente interpretação e gravação de Bing Crosby. A música tornou-se logo, a mais tocada, para muitas bandas, e sem sombra de dúvida, uma das músicas mais frequentemente ouvida, da década entre 1930 e 1940. Em 1932 Noble escreveu "Love Is the Sweetest Thing", e esta sua gravação atingiu o número um, nas tabelas, por 16 semanas. Com "The Very Thought of You" aconteceu a mesma coisa, em 1934.   
      
Don McLean (New York, EUA, 02-10-1945 – 20xx) – Do DVD "Legendary Don McLean" editado em 2007 pela EMI.     
        
     
        
Harry Connick Jr. (New Orleans, EUA, 11-09-1967 - 20xx)       
         
        
           
Nancy Wilson (Chillicothe, Ohio, EUA, 20-02-1937 - 20xx)      
          
    
        
Wynton Marsalis (New Orleans, Louisiana, EUA, 18-10-1961 - 20xx) – No espectáculo “New Visions Jazz.”       
           
    
         
Letra        
       
The very thought of you and I forget to do
The little ordinary things that everyone ought to do
I'm living in a kind of daydream
I'm happy as a king
And foolish though it may seem
To me that's everything
The mere idea of you, the longing here for you
You'll never know how slow the moments go till I'm near to you
I see your face in every flower
Your eyes in stars above
It's just the thought of you
The very thought of you, my love
The mere idea of you, the longing here for you
You'll never know how slow the moments go till I'm near to you
I see your face in every flower
Your eyes in stars above
It's just the thought of you
The very thought of you, my love   
          
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Herman José – 123 e “O Escanção”

Uma preciosidade, do tempo de celebérrimo programa “123”.    
           

Profissão do Ruizinho - Interacção Humorística (CVIII)

Em 04-05-2011. Obrigado.  
   
Profissão     
       
Quando o Ruizinho era pequeno, queria ser bailarino e os seus pais desencorajaram-no, porque era coisa de paneleiro;    
     
Logo depois, quis ser cabeleireiro, os pais não deixaram porque era coisa de paneleiro; 
       
Passado algum tempo quis ser estilista, mas seus pais não permitiram, porque era coisa de paneleiro.    
      
O Ruizinho cresceu, é mesmo paneleiro e agora não sabe fazer porra nenhuma!

sábado, 19 de outubro de 2013

Pat Metheny e mais dez baladas …(XII)

Assim que te despes
as próprias cortinas
ficam boquiabertas
sobre a luz do dia     
      
Os teus olhos pedem
mas a boca exige
que te inunde as pernas
toda a luz do dia      
     
Até o teu sexo
que negro cintila
mais e mais desperta para a luz do dia       
         
E a noite percebe
ao ver-te despida
o grande mistério
que há na luz do dia
            
David Mourão-Ferreira, “Assim que te despes”, in “O corpo iluminado”      
         
Farmer's trust, do álbum “Travels I” de 1983, para a etiqueta ECM.     
            
        
           
The Falcon, do álbum “The Falcon and the Snowman” de 1985, para a etiqueta EMI America.        
         

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pat Metheny e mais dez baladas …(XI)

Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo
De todas as cores do dia!       
         
Alexandre O’Neill, “O teu nome”, in “No Reino da Dinamarca”        
          
Hermitage, do álbum “New Chautauqua” de 1979, para a etiqueta ECM.    
        
        
            
Marta's stag story, do álbum “Passagio per il paradiso” de 1996, para a etiqueta Geffen.