Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Johann Strauss II / “Opus” 214, “opus” 449 e “opus” 437

Um homem que nos deixou um reportório enorme de extraordinária música clássica de dança e que “enfeitiçou” Viena de Áustria, com as suas notas. Muitos de nós gostaríamos de saber dançar bem a polka e a valsa, alugar um “smoking” ou um vestido de noite e transportar-mo-nos para umas dessas salas de palácio, para rodopiarmos ao som destas três maravilhas da música clássica.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Johann Strauss II (25-10-1825 – 03-07-1899) – Filho de Johann Strauss I, e irmão dos também compositores Josef Strauss e Eduard Strauss. Foi o “Rei das Valsas” e foi ele o responsável pela popularidade da valsa em Viena de Áustria no século XIX.

“Tritsch Tratsch Polka”, opus 214, foi escrita por Johann Strauss II em 1858, depois de uma “tournée” na Rússia, onde ele actuou nos concertos da época de Verão, em Pavlovsk, perto de São Petersburgo.
“New Year's Concert”, 29 de Dezembro de 2012, no “Bilkent Concert Hall”, com a orquestra sinfónica de Bilkent, dirigida por Işın Metin.


Valsa do Imperador, “Kaiser-Walzer” opus 437 (Valsa do Imperador) é uma valsa composta por Johann Strauss II em 1889. Esta famosa valsa foi primeiramente titulada de 'Hand in Hand' e foi intencionalmente tida como um presente de oferta ao Kaiser alemão Wilhelm II quando da visita à Alemanha dada pelo Franz Josef imperador austríaco.
“New Year's Concert” de 2008.


“Pizzicato Polka”, opus 449, escrita por Strauss e pelo seu irmão Josef Strauss (a parte do meio) em 1869. Foi tocada, pela primeira vez, no Pavilhão Vauxhall em Pawlowsk, na Rússia. Esta polka francesa foi chamada de Pizzicato Polka, por causa do “beliscar” com os dedos das cordas (pizzicato). Nesta altura era comum acrescentar sempre um nome às obras, eventualmente, porque era necessário dar conhecimento às obras, para as tornar populares. Somente “Polka”, seria insuficiente.
Concerto “The New Years Celebration”, em 2012, com o maestro Mariss Jansons dirigindo a “Vienna Philarmonic Orchestra”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (XVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, Michael Jackson, “Bad” e “The Way You Make Me Feel”, Bad, 21-08-1987, Pop / Rock / R&B / Funk / Dance Pop

Editado 21-08-1987, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 35 milhões de unidades.
Mais uma vez Michael Jackson, o qual, quer queiram quer não, será sempre considerado um génio da “Pop”, um artista completo, como dançarino e cantor. Do álbum “Bad” aqui retratado em duas composições, seria impossível a escolha não recair nestas duas. Boa audição.

Bad


The Way You Make Me Feel

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Herança - Interacção Humorística (CXXX)

Em 10-08-2011. Obrigado.

Herança

Uma avó está a morrer e manda chamar o neto.

"Meu querido, vou morrer em breve mas quero que saibas que te deixo a quinta, os tractores e debulhadoras, os cavalos, vacas, cabras e mais animais, o estábulo e todas as plantações, além de 22.450.00€. Trata tudo com cuidado...

"Epá! avó, eu nem sabia que tinhas uma quinta. Onde fica?" pergunta o neto.

A avó dá um último suspiro antes de morrer e responde:

"No Faceb...o...o...k !!!"

sábado, 25 de outubro de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1923, Avenida República 49

Em 1923 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação sito na Av. da República, 49 com projecto da autoria de um dos arquitectos da nova geração, Pardal Monteiro (1897-1957), sendo Luís Rau o seu proprietário. Resistindo à renovação da Avenida este edifício surge apertado entre dois caixotes que o diminuem. Com a fachada recentemente pintada de amarelo, funciona ali um externato e as lojas estão ocupadas.

Encontra-se do lado direito da Avenida da República, para quem vai de Entrecampos em direcção à Praça Duque de Saldanha. Perto da esquina com a Avenida Visconde de Valmor e junto ao Restaurante “Bella Italia”. Actualmente é onde existe o Externato D. Pedro. Anteriormente era a casa do externato Piaget.

Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957):

“Natural de Montelavar (Sintra), e então também musando o nome de Porfírio Pedro Monteiro, tinha 17 anos quando frequentava o primeiro ano do Curso da Arquitectura Civil da Escola de Belas-Artes, concluindo-o em 1918. Tirocinou com Ventura Terra, do qual foi discípulo estimado. O período dos anos 20 a 40 é de grande produção de «atelier» e se corresponde, por um lado, ao dos seus Prémios Valmor, também terá o Instituto Superior Técnico (1927), a Estação do Cais do Sodré (1928), o Instituto Nacional de Estatística (1931-35). Quando da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, a revista “Arquitectos”, do Sindicato Nacional dos Arquitectos, N.º 6/Agosto-Outubro de 1938, dedicou-lhe uma expressiva local, a págs. 182; o mesmo sucedeu com o edifício do «Diário de Notícias», no N.º 13, de Maio-Junho de 1940, do referido orgão sindical. Participou na Exposição do Mundo Português com o Pavilhão dos Descobrimentos.
...
Obteve o Prémio Valmor correspondente aos anos de 1923, 1928, 1929, 1938 e 1940 com as seguintes edificações situadas na Av da República, N.ºs 49-49-D; Calçada de Santo Amaro, Nº. 83-85; Av. Cinco de Outubro, N.ºs 207-215; Av. Marquês de Tomar (Igreja N.ª S.ª de Fátima) e Av. da Liberdade, N.ºs 266-266-A (Sede do «Diário de Notícias»).
Recebria também , respeitante a 1930, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Av. da República, N.º 54, infelizmente já desaparecido.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Outros acontecimentos nesta década:

1920 – Início das obras no Bairro Social da Ajuda;
1924 – Teatro Tivoli, Raul Lino;
1925 – Primeiro Salão de Outono da Sociedade de Belas-Artes;
1926 – Bristol Club e Pavilhão de Rádio do Instituto de Oncologia, Carlos Ramos;
1926 - Cinema Capitólio, Cristino da Silva;
1927/35 – Instituto Superior Técnico, Pardal Monteiro;
1928 – Estação do Cais do Sodré, Pardal Monteiro;
1928 - Stand Rios de Oliveira, Cassiano Branco.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à décima fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 20-11-2014 com o Prémio Valmor de 1927, na Avenida da República 176-180 (Pensão Tivoli), e arquitectada por Manuel Joaquim Norte Júnior. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os “Ditos” das Caldas


Contou-me o meu Pai, uma situação verídica que se teria passado com um colega de trabalho que foi passear às Caldas e que vou aqui tentar engendrar um possível diálogo, com a situação que teria acontecido.

Depois de lhe indicarem onde comprar a louça, entrou na loja e dirigiu-se à senhora que estava ao balcão.

- Boa tarde minha senhora. Eu queria ver louça das Caldas. Têm aqui dessa louça ?  (cumprimentou e inquiriu).

- A casa está cheia de louça da nossa terra, é procurar a que mais lhe convém (retorquiu).

Deu a volta pelos escaparates e não encontrou o que pretendia. Mas, afinal o que pretendia ele ? Obviamente, a célebre louça que tão conhecida é, e que desde as canecas com os “ditos” lá dentro, passando pelos pequeno batons, e/ou, em inúmeros objectos de louça, onde se encontram apensos.

- Desculpe minha senhora, mas não encontro a louça que queria comprar e levar (preocupado).

- Mas olhe que o que não falta para aí é louça das Caldas, como já lhe disse. Desde pratos a travessas, temos de tudo ! (com certeza do que estava a dizer).

- O que eu queria era aquela louça típica que se costuma oferecer a um colega, a um amigo... (tentando fazer-se entender)

Estamos a falar de uma época diferente em que dizer simplesmente “merda” em público seria quase impensável. No tempo em que a moral ainda fazia parte da educação das pessoas. O colega do meu Pai esforçava-se por se fazer entender, mas não queria dizer nenhum palavrão obsceno à senhora.

- A senhora conhece de certeza, aquela louça, típica, que quando oferecemos aos outros, eles se riem e acham graça, e dizem “olha a louça das Caldas!“

- Pronto, não digas mais ... já sei o que pretende ! (segura de si)

Vira-se para a porta nas traseiras do balcão e dá um grito lá para dentro.

- Ò Maria ! Está aqui um freguês que pretende ver a louça tradicional (rindo), traz aí a gaveta das “pichas”, estilo lembrança ( dando uma gargalhada).

domingo, 19 de outubro de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1921, Rua Cova Moura 1

O Palácio da Cova da Moura, é uma obra galardoada em 1921 com o Prémio Valmor. Foi um restauro de um Palácio Setecentista na Rua Cova da Moura, nº 1 projectado por Tertuliano Marques (1883-1942) e pertencente a João Ulrich.
Até à data tinha sido o único caso de atribuição do prémio a um restauro, considerado significativo “por se desenvolver dentro de uma arquitectura tradicionalista portuguesa das mais belas”.
Apesar de ainda existir, foi profundamente modificado e acrescentado em 1950 e adaptado para ali funcionar uma dependência do Ministério da Defesa.

Situa-se Rua Cova da Moura, Nº. 1. Encontra-se na sequência da Avenida Infante Santo quem desce da Estrela para a 24 de Julho, e do lado direito. Não entrar no túnel/ponte e sair na lateral para a dita Rua.

Arquitecto Tertuliano Marques (1883-1942):

“Natural de Lisboa, frequentava em 1899 o primeiro ano de arquitectura das Escola de Belas-Artes onde, em 1904, se formou com distinção. Excelente pintor e aguarelista, nomeadamente dominando a miniatura, executou vários trabalhos desta arte tidos em devido apreço.
Como arquitecto, foram de sua autoria o edifício do velho cinema «Chiado Terrase» («Arquitectura Portuguesa», Nº. 7/Ano IV/Julho de 1911), na Rua António Maria Cardoso, Nº. 39, hoje a delegação do Chiado do Banco Fonsecas & Burnay;
...
Em 1928 havia sido designado pelo Governo para escolher op terreno onde se iria implantar o Pavilhão de Portugal na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, realizada no ano seguinte.
Pelas funções sociais gerentes referidas, foi procurador à Câmara Corporativa, nos finais da década de 30, integrando a sua Secção de Ciências, Letras e Artes.
Faleceu prematuramente, vítima de acidente ferroviário, em 12 de Maio de 1942.
Obteve o Prémio Valmor de 1921 pela construção do Palácio Ulrich, na Rua da Cova da Moura, Nº. 1, onde durante muitos anos esteve instalado o Ministério da Defesa Nacional que ao mesmo procedeu a obras e lhe alterou o risco premiado”.

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM

Outros acontecimentos nesta década:

1920 – Início das obras no Bairro Social da Ajuda;
1924 – Teatro Tivoli, Raul Lino;
1925 – Primeiro Salão de Outono da Sociedade de Belas-Artes;
1926 – Bristol Club e Pavilhão de rádio do Instituto de Oncologia, Carlos Ramos;
1926 - Cinema Capitólio, Cristino da Silva;
1927/35 – Instituto Superior Técnico, Pardal Monteiro;
1928 – Estação do Cais do Sodré, Pardal Monteiro;
1928 - Stand Rios de Oliveira, Cassiano Branco.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à nona fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 25-10-2014 com o Prémio Valmor de 1923, na Avenida da República 49, e arquitectada por Porfírio Pardal Monteiro. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mário Laginha – Groups & Soloists of Jazz (XVIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Mário João Laginha dos Santos (Lisboa, 25-04-1960 – 20xx) – É um pianista e compositor português da área do Jazz. Aprendeu piano e guitarra na infância. A ideia de seguir a carreira de pianista tomou forma, quando ouviu Keith Jarrett. Estudou piano na escola de Jazz "Louisiana", em Cascais, dirigida por Luís Villas Boas, e depois na Academia de Amadores de Música e no Conservatório, onde teve como professores Carla Seixas e Jorge Moyano.
Tocou primeiro em hotéis e como acompanhante de outros músicos; o primeiro trabalho profissional aconteceu no teatro, na peça “Baal”, de Bertold Brecht, no “Teatro da Trindade”. Mas a entrada a sério no mundo do jazz deu-se ao integrar o quinteto da cantora Maria João, com o qual gravou dois discos nos anos 80, “Quinteto Maria João” (1983) e “Cem Caminhos” (1985), com standards e alguns originais.
Ao mesmo tempo que tocava com Maria João, Mário Laginha criou o “Sexteto de Jazz de Lisboa”, com Carlos Martins, Tomás Pimentel, Edgar Caramelo e os irmãos Pedro e Mário Barreiros, com os quais gravou o LP “Ao Encontro”, de 1988. Com os irmãos Barreiros tocou também em trio.
Mário Laginha foi investindo cada vez mais nas suas próprias composições, afastando-se da interpretação do jazz clássico e dos “standards”. Em 1987, com o apoio da Fundação Gulbenkian, estreou o “Decateto de Mário Laginha” durante o Festival Jazz em Agosto; as composições e arranjos eram totalmente seus. Nesse mesmo ano, foi considerado pela crítica o melhor músico de Jazz português.
Ao longo dos anos, trabalhou em parceria com outros grandes nomes da música portuguesa: Pedro Burmester (o concerto de Dezembro de 1993, no Centro Cultural de Belém, deu origem ao disco "Duetos"), Carlos Bica, José Peixoto e José Salgueiro (na altura, 1991, conhecidos pelo nome de grupo “Cal Viva”), João Paulo Esteves da Silva (em 1993 criaram o grupo “Almas & Danças”).
Em 1994 lançou o primeiro disco assinado com o seu nome, “Hoje”. No mesmo ano saíu “Danças”, onde voltou a colaborar com Maria João, num duo e amizade pessoal que persistem até hoje. Os dois gravaram vários discos e colaboraram em espectáculos de teatro, cinema e outras artes.
Em 1993 Mário Laginha compôs a música original da banda sonora do filme “Passagem por Lisboa” do cineasta Eduardo Geada.
Em 1999 Mário Laginha iniciou uma colaboração de grande êxito com Bernardo Sassetti. Desde então, deram vários concertos e lançaram dois álbuns, “Mário Laginha e Bernardo Sassetti” (2003), e “Grândolas” (2004), disco integrado na comemoração dos 30 anos do 25 de Abril.
Em 2005 gravou o seu primeiro disco a solo, “Canções e Fugas”.
Em 2007 actuou ao vivo com Pedro Burmester e Bernardo Sassetti, no CCB (Lisboa), concerto esse que foi editado em DVD com o título “3 Pianos”. O repertório inclui temas de música clássica, música erudita moderna e temas dos próprios pianistas.
Em 2008 tocou com Bernardo Sassetti e Camané no espectáculo “Vadios”, no CCB, num espectáculo que juntou o jazz e o fado.

???, com Mário Laginha "trio", composto por: Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), no “Hot Clube de Portugal” em 3 de Janeiro de 2014.


Valsa Nº.2 Opus 34


Tráfico, Mário Laginhas Trio


Enquanto Precisares, “Mário Laginha Novo Trio Live”, Teatro Municipal São Luiz em 22 de Fevereiro de 2014, com Mário Laginha (piano), Miguel Amaral (guitarra portuguesa) e Bernardo Moreira (contrabaixo).

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Família Italiana - Interacção Humorística (CXXIX)

Em 09-08-2011. Obrigado.

Família italiana

Nono (Avô) foi hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do mundo.
Os médicos deixaram que os parentes o levassem para sua casa, para cumprir o seu último desejo. Morrer em casa, ao lado dos seus entes queridos. Foi para o quarto e as visitas foram-se revezando para consolar e confortar o Nono no seu derradeiro momento.
De repente, o Nono sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era a Nona (Avó) tirando do forno uma fornada de “pastiere de grani italiani” (pasta italiana de grão).
Os olhos do Nono brilharam e reanimou-se.
Então, o Nono pediu ao bisneto que estava ao lado da cama:

-"Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo de pastiere pra Nona."

O guri (miúdo) foi e voltou muito rápido.

-"E o pastiere ?" - perguntou o Nono.

-"A Nona disse que no!"

-"Ma per que no, porca miseria, ma que vecchia disgraciata! Que questa putana falo?"

-"A Nona disse que é para o velório!"

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Alentejo (II) – Arraiolos e Évora

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Arraiolos é uma vila portuguesa situada no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com cerca de 3450 habitantes.
É sede de um município com 684,08 km² de área e 7980 habitantes (2006), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Mora e Sousel, a leste por Estremoz, a sul por Évora, a sudoeste por Montemor-o-Novo e a noroeste por Coruche.
A vila é conhecida pela confecção dos Tapetes de Arraiolos. Situa-se a uma cota de altitude entre os 300 e os 400 m. Cunha Rivara, historiador Arraiolense, na sua obra “Memórias da Vila de Arraiolos”, depois de se referir à nobreza e antiguidade de Arraiolos, bem como a alguns aspectos históricos da sua origem, afirma: “... seja como for, tenho por certo que em princípios do século XIII já havia povoação no sítio de Arraiolos...” Certo é também que a abundância de vestígios relacionáveis com o final do Neolítico ou mesmo com o Calcolítico são um sinal de uma significativa ocupação humana a partir do IV Milénio A.C. e, provavelmente, “na proto-História, o grande local de habitat corresponderia já à actual elevação onde se localiza o Castelo de Arraiolos".

Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, e situada na região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com uma população de cerca de 41159 habitantes.
É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1307,04 km² de área e 54780 habitantes (2008), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. É sede de distrito e de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica (Arquidiocese de Évora). É conhecida como a Capital do Alentejo e Cidade-Museu.

Musicalmente, o Zeca Afonso para nos acompanhar, com a música “Eu marchava de dia e de noite”, um poema de Berthold Brecht (Augsburg, 10-02-1898 – Berlim, 14-08-1956). Neste poema, onde o destino que o próprio Homem traçou para a humanidade, aflige os pobres e descansa os ricos, “…foi assim que o planeta girou”.

sábado, 11 de outubro de 2014

Jazz Standards (CXXV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Blues Skies (#129) - Música e Letra de Irving Berlin
Este eterno e favorito tema foi apresentado por Belle Baker no musical de 1926 intitulado “Betsy”. No ano seguinte, a música tornou-se um enorme sucesso público, especialmente a versão de Ben Selvin e a sua orquestra, que gravavam sob o pseudónimo, de os “Knickerbockers”.

Ben Selvin e a sua Orquestra (1927, Charles Kaley (vocal), Nº. 1)
George Olsen e sua Música (1927, Nº. 2)
Vincent Lopez e a sua Orquestra (1927, Frank Munn (vocal), Nº. 9)
Johnny Marvin e Ed Smalle (1927, Nº. 9)
Harry Richman (1927, Nº. 13)
Vaughn Deleath (1927, (vocal), Nº. 15)
Johnny Long e a sua Orquestra (1941, Bob Houston (vocal), Nº. 22)
Count Basie e sua Orquestra (1946, Nº. 8)
Benny Goodman e sua Orquestra (1946, Nº. 9)

O duo de compositores de Richard Rodgers e Lorenz Hart tinha escrito a música para o show de Ziegfield, “Betsy”. A actriz e vocalista Belle Baker, descontente com a peça que os dois haviam escrito para o seu número a solo ("This Funny World"), contactou o seu velho amigo Irving Berlin, na esperança de que ele pudesse ter algo que se adequasse às suas necessidades. Berlin acabava, de facto, de colocar os toques finais num número dedicado, como um presente de Natal para sua filha recém-nascida, Maria Ellin. Baker gostou da música, e este foi inserido no musical, para grande descontentamento de Rodgers e Hart, que não foram consultados e que não teriam permitido a mudança. A música foi o sucesso do espectáculo, e Baker recebeu palmas para 24 “encores”, na noite de abertura, em 28 de Dezembro de 1926. Apesar disso, o espectáculo foi um desastre e um mês depois fechou.

Willie Nelson (Abbott, Texas, EUA, 29-04-1933 - 20xx) e Kenny Rodgers (Houston, Texas, EUA, 21-08-1938 - 20xx) – ao vivo no “NBC Kenny, Dolly Parton e Willie Nelson special”, em 1989.


Eva Cassidy (Washington, DC, EUA, 02-02-1963 - Bowie, Maryland, EUA, 02-11-1996) – Do álbum ao vivo “Blues Alley”, de 1997.


Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – Gravado em 18 de Março de 1956, nos “Radio Recorders”, Hollywood, EUA.


Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) – Com a “Tommy Dorsey Orchestra” em 1941.


Letra

Blue skies
Smiling at me
Nothing but blue skies
Do I see
Bluebirds
Singing a song
Nothing but bluebirds
All day long
Never saw the sun shining so bright
Never saw things going so right
Noticing the days hurrying by
When you're in love, my how they fly
Blue days
All of them gone
Nothing but blue skies
From now on
I never saw the sun shining so bright
Never saw things going so right
Noticing the days hurrying by
When you're in love, my how they fly
Blue days
All of them gone
Nothing but blue skies
From now on

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (XV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

GBR, Led Zeppelin, “Black Dog” e “Rock and Roll”, Led Zeppelin IV, 08-11-1971, Hard Rock / Heavy Metal / Blues / Rock and Roll / Folk

Editado 18-11-1971, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 37 milhões de unidades.
Quem gosta de “Rock & Roll” não pode ficar indiferente a um dos melhores grupos de “Rock” formado nos finais de 60, mais precisamente 1968. Os seus quatro membros são/eram: Jimmy Page, guitarra, (09-01-1944); Robert Plant, vocal, (20-08-1948); John Bonham, bateria, já falecido (31-05-1948 – 25-09-1980) e John Paul Jones, teclas e baixo, (03-01-1946).
São uma passagem obrigatória para quem gosta do género musical a audição dos seus principais álbuns, pelo menos os cinco primeiros: Led Zeppelin (1969); Led Zeppelin II (1969); Led Zeppelin III (1970); Led Zeppelin IV (1971) e
Houses of the Holy (1973).

Black Dog


Rock And Roll

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Estórias de Ontem (VII) – Furo em Palmela, o primeiro

A data, somente consigo atirar para antes de 1993, visto que o balcão tinha sido instalado por mim. No dia da abertura ao público, um dia de aguaceiros, dirigi-me, com a “minha” “Renault Expresso” à sucursal para a “entregar” aos responsáveis do banco.
Do nosso trabalho técnico, dependiam os computadores e todo o acesso ao sistema central do banco, através do “software” instalado nos equipamentos, bem como algumas aplicações adiministrativas, compostas de uma folha de cálculo e de um processador de texto. Este balcão, na margem sul, abria com comunicação de dados, via satélite e com telefone móvel para comunicação de voz. Um daqueles antigos monstros, pesados como o “raio”. 
A entrega correu, como normalmente costumava acontecer, bem. Eu sempre fui muito meticuloso e organizado no meu trabalho e segui as regras, para não ter surpresas.
O relatório foi assinado pelas pessoas do banco, despedi-me e saí.

Estava a começar a cair uma carga de água, quando entrei na carrinha. Dei à chave e arranquei com a viatura. Logo, nos primeiros metros senti a direcção muito presa e a fugir para um dos lados. Estranhei, não conhecia a sensação. Encostei junto a umas obras de um prédio e saí. A chuva, tinha abrandado, mas a minha roupa, casaco,  calças e camisa, começavam a ficar molhados. Olhei para os pneus e verifiquei que tinha um furo na roda dianteira, direita. O pneu estava, praticamente, vazio.

Tirei o casaco que coloquei dentro da carrinha, e preparei-me para ir buscar o pneu sobressalente e o macaco. Pois.... mas onde é que eles estavam ?!?! L
Dei uma volta à carrinha na esperança de me lembrar de um possível poiso, para tais peças.

No prédio em frente, em construção, um grupo três de pedreiros (?), dois portugueses e um africano, olhavam e começavam a sorrir, ao ver-me aflito à procura do pneu e do macaco.

Mais uma volta à carrinha. Desta vez, abri o compartimento traseiro, onde costumava ter sempre material informático, mas obviamente, nem o pneu nem o macaco estavam lá. LL

O pessoal das obras já ria.

Estão a gozar constatei, mas não vão ficar a rir-se, por muito tempo, disse para comigo. Dito isto, avancei para os operários e num tom decidido, afirmei e perguntei: - Se estão a rir, é porque sabem onde se encontram o pneu sobressalente e o macaco, desta carrinha !? Não ?
Um dos operários, olhou-me e disse: - O pneu sobressalente está debaixo da viatura na traseira, por baixo do compartimento de carga e o macaco está junto ao motor de lado !

Afastei-me com a camisa e as calças já um pouco molhadas e meti mãos ao trabalho, para acabar de me sujar, com a lama do pneu que estava molhado e sujo, debaixo da carrinha, e depois com a montagem do macaco e a substituição do pneu.

O meu primeiro furo em trabalho, grande .... !!! J

Para terminar, uma crítica quiçá fora de tempo à Renault. Colocar os pneus sobressalentes, no espaço exterior e por baixo da carrinha é muito mau. Em dias de chuva, ficam completamente sujos, e não é muito agradável, mexer neles. Além disso, estas carrinhas, tanto as Expresso, as Kangoo e outras, de carga, tem um compartimento de carga tão grande, que se lhe roubarmos um pouco, para o pneu sobressalente, não faz grande diferença.

domingo, 5 de outubro de 2014

Os Festivais das Canções (1993)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1993, 15 de Maio, Millstreet (Irlanda).

1º. Niamh Kavanagh (13-02-1968) - In Your Eyes


2º. Sonia Evans (13-02-1971) - Better The Devil You Know


3º. Annie Cotton (13-07-1975) - Moi, Tout Simplement


Festival RTP da Canção de 1993, em 11 de Março, no Teatro São Luiz.

1º. Anabela Pires (22-09-1976) - A Cidade (Até Ser Dia)


2º. Cid, Bragança e Ca. Lda (1993 – ????) - O Poeta, o Pintor e o Músico


3º. Isabel Campelo (??-??-19??) - Praia Sem Marés

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma pessoa importante na minha vida – Américo Lima

O meu falecido padrinho, foi sem sombra de dúvida uma pessoa importante na minha vida. Não vou aqui enumerar o porquê de o ser, mas relembro que foi ele que escolheu o meu primeiro nome, Ricardo, quando do meu baptismo, o que para mim teve bastante importância, porque gosto do nome porque sou chamado.

Américo Lima passou a sua vida, basicamente, no meio artístico, dedicando-se ao canto, em grupo e a solo. Em 1958, juntamente com Paulo Alexandre, Nuno d'Almeida e Fernando La Rua, formam o "Conjunto vocal 4 de Espadas", que é um sucesso da altura, com imensas actuações, nomeadamente, no Teatro, mas também na Televisão (RTP). Dotado de uma magnífica voz, aqui fica a minha pequena homenagem a alguém que me foi querido e influente.

“Conjunto Vocal 4 Espadas”, explicado por Paulo Alexandre e Nuno d’Almeida

... História


… na Televisão


… no Teatro


Américo Lima, a solo, no fado/balada de Coimbra que cantava com maestria !

“Balada” e “Fado da Mentira” (2’30”)


“Sonhando” e “São tão lindos os teus olhos” (2’37”)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Curtis Stiggers– Jazz Singers (XXVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Curtis Stiggers (Boise, Idaho, EUA, 18-10-1965 – 20xx) – É um artista norte-americano, vocalista, saxofonista, guitarrista e compositor de jazz. Alcançou um grande número de sucessos no início dos anos 90, principalmente, o êxito internacional de 1991, "I Wonder Why", que chegou às tabelas de vendas em 5º. lugar no Reino Unido e em 9º. nos EUA.
Stigers nasceu em Boise, Idaho, e começou a sua carreira musical, adolescente, tocando em grupos de “jazz”, “rock” e “blues”, ao mesmo tempo que recebia formação, em clarinete e saxofone, num colégio, da sua cidade natal. Grande parte da sua inspiração e coragem, para prosseguir no “jazz”, veio de “jam sessions” lideradas por Gene Harris no “Idanha Hotel”. A sua canção "Swingin' Down at Tenth and Main" é uma homenagem a esses tempos em que tocava com Harris. Após a licenciatura, mudou-se para New York com intenção de prosseguir na música rock, mas viu-se logo a tocar e a cantar num trio de “jazz”. Assinou contrato pela “Arista Records” e lançou dois álbuns para esta etiqueta: um auto-intitulado “Curtis Stiggers”, que foi multi-platina em 1991, e “Time Was”  em 1995, A suavidade, mistura de “soul” e “rock” traduziram-se em apelo comercial, assegurando assim a sua popularidade. Além disso, Stigers, é um “iluminado”, como vocalista de jazz, tocando e gravando com artistas, como Gene Harris, Elton John, Eric Clapton, Prince, Bonnie Raitt, Rod Stewart, The Allman Brothers Band e Joe Cocker. Ele cantou um dueto com Julia Fordham na sua nova gravação de “Where Does The Time Go?”
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I Wonder Why, Stuttgart Jazz Open in 2008


Jealous Guy, em Maio de 2010


You've Got the Fever, 4 de Agosto de 2013, no “Jazz in Marciac”. Com Curtis Stigers (vocal e saxophone), Matthew Fries (piano), James Scholfield (guitarra), Cliff Schmitt (contrabaixo) e Paul Wells (bateria).


My Babe, 4 de Agosto de 2013, no “Jazz in Marciac”. Com Curtis Stigers (vocal e saxophone), Matthew Fries (piano), James Scholfield (guitarra), Cliff Schmitt (contrabaixo) e Paul Wells (bateria).