Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Peste e Sida (6) O Homem da Gaita

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.


José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)



Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

Peste e Sida (1986)



Havia na terra
Um homem que tinha
Uma gaita bem de pasmar
Se alguém a ouvia
Fosse gente ou bicho
Entrava na roda a dançar
Um dia passava
Um sujeito e ao lado
Um burro com louça a trotar
O dono e o burro
Ouvindo a tocata
Puseram-se logo a bailar
Partiu-se a faiança
Em cacos c'o a dança
E o pobre pedia a gritar
Ao homem da gaita
Que acabasse a fita
Mas nada ficou por quebrar
O Juiz de fora
Chamado na hora
"Só tenho que te condenar
Mas quero uma prova
Se é crime ou se é trova
Faz lá essa gaita tocar"
O homem da louça
Sentado na sala
Levanta-se e põe-se a saltar
Enquanto a rabeca
Não se incomodava
A sua cadeira era o par
Pulava o jurista
De quico na crista
Ninguém se atrevia A parar
E a mãe entrevada
Que estava deitada
Levanta-se E põe-se a bailar
Vá de folia vá de folia
Que há sete anos me não mexia

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Bombeiro ou GNR - Interacção Humorística (167)

Em 26-07-2012. Obrigado.

Bombeiro ou GNR ?!

Um bombeiro, depois de um dia exaustivo de trabalho, a apagar não sei quantos incêndios e a salvar pessoas, chegou a casa muito cansado e entrou rapidamente.
A mulher, que estava no quarto, gritou:

- Não, João Carlos, não acendas a luz que eu estou a morrer de dor de cabeça.

E antes que ele pudesse dar mais um passo, ela gritou ainda mais:

- Pelo amor de Deus, não acendas a luz, que tou com uma enxaqueca das grandes!

Ele tirou a roupa mesmo às escuras, enquanto a mulher gemia e gritava:

- Não acendas a luz, que me irrita os olhos e a dor de cabeça ainda piora!

E o pobre marido ficou com pena da mulher, tornou a vestir-se, no escuro, e correu para a farmácia da esquina, que estava de serviço. O farmacêutico, que via o homem passando por ali, reconheceu-o e disse:

-Oiça, o senhor não é bombeiro?

-Sou...

-E o que é que está a fazer com essa farda de GNR?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Eyes Thru Glass (25) - Santuário de Fátima

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

No dia 15 de Março de 2014, fiz umas quantas fotos do Santuário de Fátima.







terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Contar pelos Dados (7) – Os iluminados não são somente os humanos!


Ele era um lápis de grafite fina e tinha o condão de conseguir mudar de côr, a fazer lembrar um arco-íris. Filho de um lápis de carvão e de uma lapiseira de 5mm. Cedo, quando nasceu, se deu conta do dom que ele possuía. Mal começou a gatinhar em cima de uma folha de papel, o seu rasto mudou de cor, repetidamente. A Mãe e o Pai assustaram-se e consultaram um Professor Doutor de Tinta Permanente, contando-lhe o sucedido. Ele disse que já não era a primeira vez que isto acontecia e que dessem graças a Deus pelo dom do pequeno lápis que um dia ele iria querer ser diferente de todos.

Cresceu e um dia decidiu falar com os Pais sobre o seu futuro, e disse:

“Olhem quando crescer não vou querer ser um lápis de um mero fiel de armazém que passa o dia a subir uma escada, a fazer contagens e a debitar números no seu caderno de notas; Também não quero ser propriedade de um desenhador a lápis de cor que se me ponha a fazer desenhos de núvens e chuva, em folhas de papel cavalinho;  Não vou querer estar num restaurante e limitar-me a ver o empregado a colocar um prato e um talher na mesa, inúmeras vezes, e depois a escrevinhar-me fazendo as contas das refeições, no seu bloco de recibos; E muito menos quero estar dentro de uma pasta escolar para fazer aqueles desenhos infantis que se aprendem na escola.

O que eu quero mesmo, é partir na bolsa de um oceanógrafo, numa exploração pelos mares e chamar a atenção da necessidade de proteger as faunas e floras dos Oceanos, e a defender os mamíferos maiores do nosso planeta Terra, que são as baleias !”

O Pai virou-se para a Mãe e disse:

“Bem dizia o Professor Doutor de Tinta Permanente !!!”

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Faz Hoje Anos (16) - Cassandra Wilson, (17) - Deanna Durbin e (18) – Jim Hall

Faz hoje 62 anos... Parabéns !!!

Cassandra Wilson (04-12-1955), com a composição “Don’t Explain


Faz hoje 96 anos... Parabéns !!!

Deanna Durbin (04-12-1921 – 20-04-2013), com a composição “Danny Boy”.


Faz hoje 87 anos... Parabéns !!!

Jim Hall (04-12-1930 – 10-12-2013), com a composição “I Remember You” de 1942, composta por Victor Schertzinger (música) e Johnny Mercer (letra).
Aqui com Jim Hall (guitarra) à esquerda da imagem, Joe Pass (guitarra) à direita, Red Kelly (contrabaixo) e Red Mitchell (piano).

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CinemaScope (9)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Um grupo que atravessou três gerações e que em 2014 componha assim. Lembro-me bem quando apareceram, nem todos os conseguiam ouvir.

Pink Floyd (1965 - 2014) – Louder Than Words (2104) de  David Gilmour / Polly Samson

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Tubarões (5) Venham Mais Cinco

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)



Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

Tubarões (1976 - 1994)




Venham mais cinco, duma assentada que eu pago já
Do branco ou tinto, se o velho estica eu fico por cá
Se tem má pinta, dá-lhe um apito e põe-no a andar
De espada à cinta, já crê que é rei d'aquém e além-mar
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie,
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie ...
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie,
A gente ajuda, havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira, deitar abaixo
O que eu levantei
A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar
Bem me diziam, bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra, quem trepa
No coqueiro é o rei
A bucha é dura, mais dura é a razão
Que a sustem só nesta rusga
Não há lugar prós filhos da mãe
Não me obriguem a vir para a rua
Gritar
Que é já tempo d' embalar a trouxa
E zarpar

sábado, 25 de novembro de 2017

Jazz Standards (167)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Squeeze Me (#171) - Música de Fats Waller e Letra de Clarence Williams
Uma gravação obscura de 1925 pelo clarinetista Buster Bailey, é a estreia pública de "Squeeze Me", mas mais duas gravações nesse ano, provavelmente, teriam mais a ver com o estabelecimento da popularidade da melodia.
Em meados da década de 1920, o centro da indústria de gravação era Nova York, embora um segundo lugar muito forte, a cena musical vital e as empresas ficassem em Chicago. No entanto, as grandes empresas de gravação de New York, perceberam que havia talento para ser encontrado fora da “Big Apple” e “Windy City” e começaram a enviar escuteiros por todo o país, para encontrar novos artistas. Consequentemente, cidades como Atlanta, Saint Louis e New Orleans que não possuíam instalações de gravação foram visitadas por unidades de gravação portátil. A “Columbia Records”, numa visita a New Orleans em Setembro de 1925, gravou o popular grupo de jazz local, “The Halfway House Orchestra”, liderado pelo cornetista Abbie Brunies. Esta banda de Brunies fez a primeira importante gravação de "Squeeze Me" como instrumental.

Diana Krall (Nanaimo, Canadá, 16-11-1964) – álbum “Only Trust Your Heart” de 1995


Fats Waller (New York, EUA, 21-05-1904 - Kansas, EUA, 15-12-1943)


Peggy Lee (Jamestown, North Dakota, EUA, 26-05-1920 – Bel Air, California, EUA, 21-01-2002) – do álbum "Peggy Lee Sings The Blues".


Jimmy Smith (Norristown, Pennsylvania, EUA, 08-12-1925 - Scottsdale, Arizona, EUA, 08-02-2005) – do álbum “Jimmy Smith Plays Fats Waller” de 1962, com Jimmy Smith (teclas), Quentin Warren (guitarra) e Donald Bailey (bateria).


Letra

Want you to know I go for your squeezin'
Want you to know it really is pleasin'
Want you to know I ain't for no teasin'
Treat me sweet and gentle when you say goodnight
Just squeeze me but please don't tease me
I get sentimental when you hold me tight
Just squeeze me but please don't tease me
Missing you since you went away
Singing the blues away each day
Counting the rights and waiting for you
I'm in the mood to let you know
I never knew I loved you so
Please say you love me too
When I get this feelin' I'm in ecstasy
So squeeze me but please don't tease me
Treat me sweet and gentle when you say goodnight
Just squeeze me but please don't tease me
I get sentimental when you hold me tight
Just squeeze me but please don't tease me
Missing you since you went away
Singing the blues away each day
Counting the rights and waiting for you
I'm in the mood to let you know
I never knew I loved you so
Please say you love me too
When I get this feelin' I'm in ecstasy
So squeeze me but please don't tease me

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Inesquecíveis (23)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Este é a última publicação dos “Inesquecíveis” com temas musicais, das novelas que me interessaram ver na RTP. Algumas músicas menos conhecidas ou lembradas, outras sobejamentre cantadas, trauteadas, ou assobiadas por todos nós. Muito Obrigado pelos vossos comentários.

Novela:          Roque Santeiro                   
Ano:                1985
Tema:             Chora Coração        
Intérprete/s:   Wando (02-10-1945 – 08-02-2012)                                 
Autor/es:        Wando/ Pedrinho Medeiros


Novela:          Tieta do Agreste                              
Ano:                1989
Tema:             Doida Para Te Amar           
Intérprete/s:   Nando Cordel (13-12-1953)                                  
Autor/es:        Nando Cordel

sábado, 18 de novembro de 2017

Ennio Morricone (4)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Aqui durante algumas semanas vão ficar a conhecer algumas (poucas) composições do compositor Ennio Morricone.

Ele compôs e organizou para mais de 500 produções de filmes e televisão. Morricone é considerado um dos compositores de filmes mais influentes e mais vendidos desde o final da década de 1940.

Ele vendeu mais de 70 milhões de discos em todo o mundo, incluindo 6,5 milhões de álbuns e singles em França, mais de três milhões nos Estados Unidos e mais de dois milhões de álbuns na Coréia.

Em 1971, o compositor recebeu o seu primeiro disco dourado para a venda de 1.000.000 de discos em Itália e um "Targa d'Oro" para as vendas mundiais de 22 milhões.

Ennio Morricone (10-11-1928)

Metti una sera a cena (1969), interpretada por Milva


Here's To You (1971), interpretada por Joan Baez


Mia Madre Si Chiama Francesca (1972) , interpretada por Milva

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Moody Blues (4)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Os “Moody Blues” foram um grupo que segui até 1971, com o álbum “Seventh Sojourn”. Até aí ouvi e coleccionei os “vinil”, depois, somente os segui, amiúde. Hoje tenho toda a discografia deles. Sempre me agradaram bastante, pela sua música trabalhada e muito bem executada, muitas das vezes acompanhada por orquestra. Por aqui no “O Pacto Português”, e durante algumas semanas (um álbum por semana, até ao “Seventh Sojourn), vou dar-vos um pouco das melodias e do “Rock” deste agrupamento, e também algumas palavras sobre os “MB” (biografia) e análise dos álbuns por críticos musicais. A análise dos álbuns dos “Moody Blues” foram traduzidas do sítio do AllMusic.com e da Wikipedia (versão inglesa). Não sei as análises da AllMusic.com,  são da época ou actuais, mas valem o que valem e como sempre tenho dito, sou um melómano amador e não sei ler uma pauta musical, embora tenha a certeza que não conseguiria viver sem ela.

The Moody Blues (Birmingham, Maio 1964 – 20xx)

The Moody Blues são uma banda de Rock Inglês. Entre algumas das suas inovações para a época conta-se com a fusão com a música clássica. Isto é evidente, e principalmente, no excelente álbum, de 1967, “Days Of Future Passed”.
The Moody Blues venderam mais de 70 milhões de álbuns em todo o mundo e obtiveram 14 discos de ouro e platina. A partir de 2012 eles permanecem activos, com um membro da banda original de 1964, John Lodge, e mais dois a partir da linha 1967, Justin Hayward e Graham Edge.

Discografia:

The Magnificent Moodies (1965)
Days of Future Passed (1967)
In Search of the Lost Chord (1968)
On the Threshold of a Dream (1969)
To Our Children's Children's Children (1969)
A Question of Balance (1970)
Every Good Boy Deserves Favour (1971)
Seventh Sojourn (1972)
Octave (1978)
Long Distance Voyager (1981)
The Present (1983)
The Other Side of Life (1986)
Sur la Mer (1988)
Keys of the Kingdom (1991)
Strange Times (1999)
December (2003)

Etiquetas - Decca, Deram, Threshold, Polydor, Universal, Ark 21, Eagle, Image.
Membros actuais - Graeme Edge, John Lodge e Justin Hayward.
Membros anteriores - Ray Thomas, Michael Pinder, Denny Laine, Clint Warwick, Rodney Clark e Patrick Moraz.



Álbum (vinil) - On The Threshold Of A Dream (1969), Deram Stereo SML 1035, Crítica (Review, by Bruce Eder). Gravado entre 12 e 31 de Janeiro de 1969. Editado em 25 de Abril de 1969.

“On the Threshold of a Dream” foi o primeiro álbum que os Moody Blues tiveram a oportunidade de gravar e de se preparar convenientemente para essa situação, sem lidar com horários de digressões e/ou roubar tempo no estúdio entre os espectáculo - na verdade, embora isso tenha acontecido na realidade, não foi aquilo que muitos observadores confirmaram. Os “Moodies” haviam quase esgotado as melhores composições do saco de música com os seus dois álbuns anteriores, “Days of Future Passed” e “In Search of the Lost Chord”, que tinham sido bem desenhados. O seu sucesso ganhou-lhes a atenção da editora “Decca” que os autorizou a poderem trabalhar calmamente no estúdio através de Janeiro e mais de Fevereiro de 1969.
Como a banda nos dois álbuns anteriores, “On The Threshold Of A Dream” segue um conceito. O álbum explora sonhos, especialmente no segundo lado, que culmina com a faixa "Voyage", uma suite, inspirada em parte também pela “Strauss's Also sprach Zarathrustra”.
A peça, de Mike Pinder, apresenta uma orquestração com “mellotron” e flauta. O álbum começa com um poema acompanhado por sons electrónicos e sons semelhantes são utilizados para terminar o álbum, também. As edições do LP do álbum foram pressionadas a continuar a emitir esses sons até a ranhura do álbum “run-out” terminar, levando-os a tocar continuamente até o braço do gira-discos ser  levantado.
“On The Threshold Of A Dream”  deu às “The Moody Blues”, o seu primeiro álbum britânico Nº.1, e também aumentou as suas influências no EUA, tornando-se o seu primeiro álbum no Top 20 americano.
É o quarto álbum lançado pela editora “Decca” em 25 de Abril de 1969. Foi o último da “Decca” antes da banda formar a sua própria editora,a “Threshold”.

Formação do álbum “On The Threshold Of A Dream": Justin Hayward (guitarras, piano mellotron, vocais, etc), Mike Pinder (teclas, baixo, violoncelo, vocais, etc), Ray Thomas (flauta, harmónica, oboé, vocais,), Graeme Edge (bateria, percussão, vocais, etc) e John Lodge (baixos, violoncelo, vocais, etc), e Pete Jackson (triângulo).
Melhor classificação, Álbum: 1º. Lugar dos Albuns no Reino Unido; 20º. Lugar “Billboard 200” em 1969 e Tema “Never Comes The Day” 91º. Lugar “Billboard Hot 100” em 1969.

Moody Blues (1964)

Lovely To See You, de Justin Hayward.


So Deep Within You, de Mike Pinder.


Never Comes The Day, de Justin Hayward.


Lazy Day, de Ray Tomas. Gravado em 1970 (Paris).

domingo, 12 de novembro de 2017

A Contar pelos Dados (6) – Agência de Viagens



Agência Pinheiro Bravo

Viagens em “Autopullman” a 5 destinos turísticos do nosso País; Chegado lá, pode desfrutar de uma viagem de balão, com os nossos balonistas experientes, e simultaneamente, matar a sua sede, a bordo. De Verão servimos uma bebida fresca, e de Inverno, poderá aquecer-se com o nosso cacau quente. A paisagem é avassaladora e maravilhosa.
Lamentamos, mas não temos casa de banho a bordo dos balões, terá de satisfazer as suas necessidades antes de partir, nas nossas estupendas instalações sanitárias.

Viagens a preços muito acessíveis e de chorar por mais !!!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A Máquina dos Berlindes

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Wintergartan – Marble Machine

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Avô e Neto - Interacção Humorística (166)

Em 15-07-2012. Obrigado.

Avô e Neto


O avô conta ao seu neto João as grandes mudanças que aconteceram na sociedade, desde a sua juventude até agora... 


“Sabes, João, quando eu era pequeno, a minha mãe dava-me dez escudos, e com isso mandava-me à mercearia da esquina. Eu voltava para casa, com um pacote de manteiga, dois litros de leite, um saco de batatas, um queijo, um pacote de açúcar, um pão e  uma dúzia de ovos..!"

E o João respondeu-lhe:

“Mas avô, na tua época não haviam câmaras de vigilância?”

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Faz Hoje Anos (14) – Arturo Sandoval e (15) – Ray Conniff

Faz hoje 68 anos... Parabéns !!!

Arturo Sandoval (06-11-1949). A composição é “Sandunga”. No Festival Newport Jazz em 16 de Agosto de 1998.


Faz hoje 101 anos... Parabéns !!!

Ray Conniff (06-11-1916 – 12-11-2002). A composição “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso, gravado em São Paulo, no estúdio Mosh.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Vozes da Rádio (4) Os Índios da Meia-Praia

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)


 Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista




Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço
De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré
Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota
Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana
Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo
Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia
Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado
Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo
E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia
Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas
Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas
Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua
Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz
Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo
E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada