Contigo nunca me perco, perdendo-me !!!... (Ricardo Santos)

domingo, 2 de julho de 2017

Moody Blues (1)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Os “Moody Blues” foram um grupo que segui até 1971, com o álbum “Seventh Sojourn”. Até aí ouvi e coleccionei os “vinil”, depois, somente os segui, amiúde. Hoje tenho toda a discografia deles. Sempre me agradaram bastante, pela sua música trabalhada e muito bem executada, muitas das vezes acompanhada por orquestra. Por aqui no “O Pacto Português”, e durante algumas semanas (um álbum por semana, até ao “Seventh Sojourn), vou dar-vos um pouco das melodias e do “Rock” deste agrupamento, e também algumas palavras sobre os “MB” (biografia) e análise dos álbuns por críticos musicais. A análise dos álbuns dos “Moody Blues” foram traduzidas do sítio do AllMusic.com e da Wikipedia (versão inglesa). Não sei as análises da AllMusic.com,  são da época ou actuais, mas valem o que valem e como sempre tenho dito, sou um melómano amador e não sei ler uma pauta musical, embora tenha a certeza que não conseguiria viver sem ela.

The Moody Blues (Birmingham, Maio 1964)

The Moody Blues são uma banda de Rock Inglês. Entre algumas das suas inovações para a época conta-se com a fusão com a música clássica. Isto é evidente, e principalmente, no excelente álbum, de 1967, “Days Of Future Passed”.
The Moody Blues venderam mais de 70 milhões de álbuns em todo o mundo e obtiveram 14 discos de ouro e platina. A partir de 2012 eles permanecem activos, com um membro da banda original de 1964, John Lodge, e mais dois a partir da linha 1967, Justin Hayward e Graham Edge.
Discografia:

The Magnificent Moodies (1965)
Days of Future Passed (1967)
In Search of the Lost Chord (1968)
On the Threshold of a Dream (1969)
To Our Children's Children's Children (1969)
A Question of Balance (1970)
Every Good Boy Deserves Favour (1971)
Seventh Sojourn (1972)
Octave (1978)
Long Distance Voyager (1981)
The Present (1983)
The Other Side of Life (1986)
Sur la Mer (1988)
Keys of the Kingdom (1991)
Strange Times (1999)
December (2003)

Etiquetas - Decca, Deram, Threshold, Polydor, Universal, Ark 21, Eagle, Image.
Membros actuais - Graeme Edge, John Lodge e Justin Hayward.
Membros anteriores - Ray Thomas, Michael Pinder, Denny Laine, Clint Warwick, Rodney Clark e Patrick Moraz.


Álbum (vinil, mono) - The Magnificent Moodies (1965), Decca Mono LK4711, Crítica (Review, by Bruce Eder). Gravado entre Outubro de 1964 e Março de 1965. Editado em 22 de Julho de 1965.

Os pré-psicadélicos “Moody Blues” estavam representados na Inglaterra por este álbum, que está impregnado na alma americana. Incluem-se canções de James Brown, Willie Dixon, e Chris Kenner, além de "Go Now", originalmente gravada por Bessie Banks, intercaladas com um conjunto  de originais pelo vocalista / guitarrista Denny Laine e teclista Mike Pinder, e uma composição de Jeff Barry e Ellie Greenwich "I've Got a Dream". Os “shouters”, como "I'll Go Crazy" e "Bye Bye Bird", serão as grandes surpresas, mostrando o som mais cru do grupo, mas "I've Got a Dream" mostra um som lírico, uma harmonia baseada que é vagamente reminiscente dos “Four Tops”, enquanto "Thank You Baby", um original de Denny Laine e Mike Pinder, oferece-nos um movimento suave, um número de dança orientada com alguns ritmos cativantes. O som do grupo é bom e alto, e Laine era um cantor fenomenal, embora os “Moody” não tenham o carisma e alta-excitação de rivais como os “The Rolling Stones” e “The Animals”. Este álbum é mais interessante do que seu equivalente americano, mas também não é tão bom, pois deixa de fora essas partes individuais como "Steal Your Heart Away" e a composição de Mike Pinder e Denny Laine "From the Bottom of My Heart", sendo este última a melhor versão gravada de sempre.

Formação do álbum “The Magnificent Moodies": Denny Laine (guitarra), Clint Warwick (baixo), Mike Pinder (teclas), Ray Thomas (flauta e percussão) e Graeme Edge (bateria). A parte vocal era partilhada por Denny Laine e Ray Thomas, conforme as canções.

Go  Now, de Larry Banks e Milton Bennett.


From the Bottom of My Heart, de Denny Laine e Mike Pinder.

16 comentários:

  1. Gostei, francamente, em especial o primeiro tema que me pareceu muito ao estilo da Banda The Beatles. :)

    Boa semana, Ricardo.

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    1. Janita, quando os Moody Blues apareceram em 1964, já os Beatles andavam nas lides há quase 4 anos. Na época os grupos de "Pop"/"Rock" tentavam ganhar sucesso, os instrumentos sofreram uma grande evolução com as ligações eléctricas efectuadas, e toda a panóplia associada, colunas (speakers) etc, etc.
      Acho que vais gostar de ouvir os temas que irei aqui trazendo dos Moody Blues. Direi mesmo que estes são mesmo os mais fraquinhos, visto que este grupo subiu a um nível muito grande no panorama "Pop/Rock" aliado a uma componente sinfónica.
      Obrigado pela visita

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  2. "Rapaziada" do meu tempo de adolescente... Que saudades!!

    Gostei de voltar a ouvi-los. Obrigada, Ricardo.

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    1. Vais voltar a ouvi-los por aqui. Aparece por cá, Graça ! :)
      Obrigado

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  3. Primeiro tenho que te dar os parabéns por toda a informação que recolhestes e que mostraste aqui.Vender 70 milhões de álbuns é obra!
    São do meu tempo este grande grupo.
    Neste caso gostei particularmente do primeiro tema e fico a aguardar pelos outros que tu dizes serem melhores. Como me atiças-te a curiosidade neste momento estou a ouvir Melancholy Man e estou a adorar.
    Obrigada pela partilha Ricardo

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    1. Cara Manuela, os Moody Blues foram de longe o meu grupo preferido de Pop/Rock Sinfónico. Excelentes músicos, composições e interpretações!!!

      O Melancholy Man do álbum "Question of Balance", por sinal o primeiro vinil que comprei deles, embora depois tenha completado com vinis de álbuns anteriores.

      Obrigado Manuela

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  4. Falta o fenomenal Nights in White Satin, Ricardo.
    Aquele abraço, boa semana

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    1. Pedro isto está alinhado por álbuns. "Nights in White Satin" vem na próxima publicação que é o álbum mais sinfónico deles todos.
      Abraço e obrigado Pedro

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  5. Ricardo, sabes que é um dos meus grupos. Para mim, o melhor álbum continua a ser o Long Distance Voyager (1981)que, felizmente, tenho em vinil e que vou ouvindo sempre que a saudade bate à porta. :)

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    1. Ni eu tenho os 8 primeiros vinil, até ao Seventh Sojourn. O "Long Distance Voyager" é um álbum posterior de 1981 como dizes. Destacam-se nele duas composições "The Voice" e "Talking Out of Turn", embora todas se ouçam com prazer. Os "Moody Blues" têm algo muito importante em todos os seus álbuns que é a componente sinfónica. Eles foram únicos nisso, junção do Pop, do Rock e do Sinfónico. Eu continuo a ouvi-los com o maior prazer do Mundo ! :)

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    1. This is music from my 12 years old. I grew with modern pop, if I can say so.
      Thank you and Regards Orvokki

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  7. Os Moody Blues é uma das bandas que está incorporada no meu ADN musical.
    Nasci já eles faziam música e os meus irmãos mais velhos foram uma influência enorme para mim a nível musical. Claro que também sempre ouvi muita rádio e por isso temas como o «Nights in White Satin» (até pelo ano de lançamento) tem para mim um valor enorme porque são as minhas primeiras memórias musicais.

    Por aquilo que te disse já sabes que vou ficar fã desta tua nova rubrica, que terá (para mim) cada vez mais interesse quanto mais para a frente seguires e quando publicares os temas que melhor recordo.

    Obrigada por continuares a dar-nos (boa) música.
    Beijinho em tons de azul
    (^^)

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    1. Tentativa de Boa Música é o que garanto que sempre haverá por aqui.

      Os Moody também fazem parte de mim. Lembro-me de dançar alguns dos seus "slows" mais conhecidos, "Nights in white Satin", "Never Comes The Day e muitos outros que foram "top" em algumas tabelas de vendas a nível mundial.
      A música dos Moody Blues sempre foi muito requintada em termos instrumentais e líricos. Por aqui vão passar composições conhecidas de muitos de vós.

      Gostei muito do teu comentário, talvez lisonjeiro em demasia !
      Muito obrigado Afrodite

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  8. Um grupo que tb revolucionou uma geração. Tantas tardes passámos na casa de uma amiga a ouvir os Moody Blues. E tantas vezes dancei ao som de algumas das suas composições. Havia música para todos os gostos: Pink Floyd, Stevie Woner, Bob Dylan, claro!, Janis Joplin... e voltávamos aos Moody Blues.

    Congratulo-te pelo excelente post. Nem sempre venho a correr... mas acabo sempre por chegar. :)

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  9. Os Moody Blues e os outros grupos de que falaste, também me trazem gratas recordações.
    As publicações dos Moody têm estado numa gaveta/pasta do computador e estavam custosas de sair :) !
    Obrigado Catarina

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.