Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Jazz Standards (166)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

God Bless the Child (#170) - Música e Letra de Arthur Herzog Jr. e Billie Holiday
Billie Holiday gravou a sua composição, co-escrita, em 9 de Maio de 1941, para a “Columbia Records”. O número entrou nas tabelas desse ano e subiu ao lugar 25. Em 30 de Dezembro de 1938, Billie Holiday começou a cantar na “boite” da sociedade “Cafe Society de Barney Josephson” com um salário de 75 dólares, por semana, durante os sete dias da semana. O espectáculo foi organizado pelo empresário John Hammond, que, apesar de não ser o patrão de Billie Holiday, foi importante em muitos momentos da sua vida artística. Holiday estava feliz por ter, finalmente, uma permanência constante em Nova York, depois ter andado na estrada, com as grandes bandas de Count Basie e Artie Shaw.

Billie Holiday (Filadélfia, EUA, 07-04-1915 — New York, EUA, 17-07-1959) – Em 1995


Wes Montgomery (Indianapolis, Indiana, EUA, 06-03-1923 - Indianapolis, Indiana, EUA, 15-06-1968) – Jimmy Jones Orchestra, com Phil Bodner (woodwinds), Mac Ceppos, Winston Collymore, Arnold Eidus, Leo Kruczek, Harry Lookofsky, David Nadien, Gene Orloff, Raoul Poliakin, Isadore Zir (violinos), Alfred Brown, Burt Fisch (violas) Charles McCracken, George Ricci (violoncelos), Gloria Agostini (harpa) Hank Jones (piano, celeste) Kenny Burrell, Wes Montgomery (guitarras), Milt Hinton (contrabaixo), Osie Johnson (bateria) e Jimmy Jones (orquestrador e maestro). Plaza Sound Studios, em New York City, 18 de Abril de 1963.


Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996)


Stanley Turrentine (Pittsburgh, EUA, 05-04-1934 - New York, EUA, 12-09-2000) – Com Stanley Turrentine (saxofone tenor), Shirley Scott (orgão), Major Holley (contrabaixo), Al Harewood (bateria) e Ray Barretto (congas, tambourine -1, 3, 5 e 6). Nos estúdios “Rudy Van Gelder”, Englewood Cliffs, New Jersyey, a 13 de Fevereiro 13, de 1963.


Letra

Them that's got shall get
Them that's not shall lose
So the Bible said and it still is news
Mama may have, Papa may have
But God bless the child that's got his own
That's got his own
Yes, the strong gets more
While the weak ones fade
Empty pockets don't ever make the grade
Mama may have, Papa may have
But God bless the child that's got his own
That's got his own
Money, you've got lots of friends
Crowding round the door
When you're gone and spending ends
They don't come no more
Rich relations give
Crust of bread and such
You can help yourself
But don't take too much
Mama may have, Papa may have
But God bless the child that's got his own
That's got his own

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Faz Hoje Anos (7) – Bud Powell; e (8) – Gwyneth Paltrow

Faz hoje 93 anos... Parabéns !!!

Earl Rudolph Bud Powell (27-09-1924 - 31-07-1966). A celebérrima composição de Charlie Parker, “Yardbird Suite”, escrita em 1946. Aqui o trio de Bud Powell (piano), mais George Duvivier (contrabaixo) e Arthur Taylor (bateria)


Faz hoje 45 anos... Parabéns !!!

Gwyneth Paltrow (27/09/1972). Uma actriz, cantora e escritora que participou em mais de 46 de filmes, onde obteve imenso prémios, entre os quais o Oscar de 1999, “Melhor Actriz” no filme “Shakespeare in Love” de John Madden, interpretando o papel de Viola De Lesseps. Aqui na composição “Coming Home” do filme “Country Strong” de 2011, e onde ela interpreta o papel de uma cantora “country”, Kelly Canter.

domingo, 24 de setembro de 2017

Lenda da "Batalha de Sacavém"

Talvez por ser aqui muito perto de mim, a vila de Sacavém também tem uma lenda.

Lenda da “Batalha de Sacavém”.

A mítica batalha de Sacavém terá sido um recontro travado entre o primeiro rei português, D. Afonso Henriques, e os mouros, no início do cerco de Lisboa, em Julho de 1147, às margens do rio Trancão, junto da antiga ponte romana que cruzava o rio.

Reconquista Cristã


 Batalha de D. Afonso Henriques junto à ponte romana em Sacavém

Data:  Julho de 1147
Local: Ponte romana de Sacavém, nas margens do Rio Trancão

Beligerantes:
Cristãos: Reino de Portugal e Cruzados
Muçulmanos: Taifa de Badajoz

Comandantes:
Cristãos: Afonso Henriques         
Muçulmanos: Bezai Zaide

Forças militares (de acordo com a tradição):
1500 homens cristãos
5000 homens muçulmanos

Baixas:
Cristãos: não disponível (elevadas)        
Muçulmanos: 3000 mortos em combate, elevado número de afogados; remanescentes feitos prisioneiros
  
Precedentes

Após a conquista de Santarém, Afonso Henriques preparou-se para tomar Lisboa e assim consolidar definitivamente não só a linha do Tejo como a própria independência de Portugal – o domínio do seu fértil vale garantia-lhe a plena auto-suficiência e malograva os planos leoneses (reino de Leão) de re-anexar Portugal.

Entretanto, espalhava-se pela Estremadura a notícia de que os cristãos já cercavam Lisboa, tornando-se imperativo ajudar à defender a todo o custo o derradeiro reduto muçulmano a Norte do Tejo.

Assim sendo, ter-se-iam reunido nas proximidades de Sacavém, a norte do seu rio, prontos a dar luta e a desbaratar as forças de Afonso Henriques, cerca de cinco mil muçulmanos oriundos não só da Estremadura (Alenquer, Lisboa e Sacavém), como até do Oeste (Óbidos e Torres Vedras) e do Ribatejo (Tomar e Torres Novas), sob o comando do wali (alcaide muçulmano) de Sacavém, Bezai Zaide.

Uma batalha, um milagre


  Afonso Henriques que, de acordo com a tradição, teria conquistado Sacavém aos Mouros.

Afonso Henriques dispunha apenas de uma força de mil e quinhentos guerreiros, e foi nessas condições que se iniciou a batalha, tendo como palco Sacavém de Baixo, na margem do rio de Sacavém, entre os actuais montes de Sintra e do Convento, junto à velha ponte romana, fortemente defendida pelos mouros, os quais haviam já iniciado a sua travessia, dispostos a desbaratar os portugueses.

Não obstante a significativa diferença numérica entre ambos os contendores, acabaram por vencer os cristãos; muito embora a maior parte destes últimos tenha perecido, conseguiram ainda assim matar três mil muçulmanos a fio de espada, tendo os restantes mouros afogado-se no rio ou sido feito prisioneiros.

Esta miraculosa vitória foi atribuída à divina intervenção da Virgem Maria, que teria feito aparecer durante o combate «muitos homens estranhos que pelejavam com os cristãos». Como Afonso Henriques contou com o apoio de Cruzados para tomar a capital, podemos partir do princípio, mais ou menos seguro, de que os homens estranhos (id est, «estrangeiros») a que a fonte se reporta seriam esses cristãos oriundos da Europa do Norte.

Conta-se aliás que Bezai Zaide, perante o sucedido, ter-se-ia convertido à fé cristã e sido inclusive o primeiro sacristão da ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires (assim chamada em honra dos cristãos que caíram na batalha), que D. Afonso Henriques ali mandou erguer passados poucos dias do recontro.

Ao mesmo tempo, o rei teria também mandado reconstruir a velha Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres (que estaria em ruína sob a ocupação muçulmana, apesar de estes terem aparentemente permitido a manutenção do culto cristão, mediante o pagamento de um dado tributo - a jizya - às autoridades islâmicas), tendo feito dela sede paroquial de Sacavém e alterado a sua invocação, dedicando-a a Nossa Senhora da Vitória (em homenagem à sua estrondosa vitória sobre os mouros, devido à intercessão da Virgem).

Entre a história e a lenda

O primeiro a aludir a esta tradição foi o monge cistercience de Alcobaça, Frei António Brandão, afirmando basear-se numa tradição, já velha, recolhida entre as gentes de Sacavém; também Miguel de Moura, nas suas inéditas Memórias da Fundação do Mosteiro de Sacavém, alude a essa lenda existente entre os sacavenenses, que mandou averiguar quando desejou erigir o Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição de Sacavém, no lugar da antiga ermida da Senhora dos Mártires, em 1577.

Contudo, não há quaisquer provas históricas que corroborem a existência de facto deste combate; as fontes coevas da conquista (como a conhecida Carta do cruzado inglês Randulfo ao clérigo Osberto de Baldreseia – a moderna Bawdsey, no Suffolk –, a qual relata em pormenor a expugnação da cidade), não fazem qualquer alusão a este embate às margens do rio de Sacavém.

No século XIX, o grande historiador e político Alexandre Herculano foi o primeiro a pôr em causa este facto, na sua conhecida História de Portugal. Hoje em dia, ela é comummente tida como sendo praticamente lendária, pelo menos com os contornos com que foi descrita.

Referências


Monarquia Lusitana, Frei António Brandão, folhas 170, 170 v. e 171



sábado, 23 de setembro de 2017

Fazem Hoje Anos (5) – John Coltrane; e (6) – Ray Charles

Faz hoje 91 anos... Parabéns !!!

John Coltrane (23-09-1926 - 17-07-1967). O quartet de John Coltrane (saxofone tenor), McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria). Do álbum “Coltrane”, de 1962, a composição “Soul Eyes”, escrita em 1957, por Mal Waldron (pianista).


Faz hoje 87 anos... Parabéns !!!

Ray Charles (23-09-1930 - 10-06-2004). Número Um nos EUA em 1960, este “standard”, foi uma das suas composições mais icónicas. Inscrita no seu álbum “The Genius Hits the Road” de 1960 e foi escrita por Hoagy Carmichael e Stuart Gorrell, em 1930.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Moody Blues (3)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Os “Moody Blues” foram um grupo que segui até 1971, com o álbum “Seventh Sojourn”. Até aí ouvi e coleccionei os “vinil”, depois, somente os segui, amiúde. Hoje tenho toda a discografia deles. Sempre me agradaram bastante, pela sua música trabalhada e muito bem executada, muitas das vezes acompanhada por orquestra. Por aqui no “O Pacto Português”, e durante algumas semanas (um álbum por semana, até ao “Seventh Sojourn), vou dar-vos um pouco das melodias e do “Rock” deste agrupamento, e também algumas palavras sobre os “MB” (biografia) e análise dos álbuns por críticos musicais. A análise dos álbuns dos “Moody Blues” foram traduzidas do sítio do AllMusic.com e da Wikipedia (versão inglesa). Não sei as análises da AllMusic.com,  são da época ou actuais, mas valem o que valem e como sempre tenho dito, sou um melómano amador e não sei ler uma pauta musical, embora tenha a certeza que não conseguiria viver sem ela.

The Moody Blues (Birmingham, Maio 1964 – 20xx)

The Moody Blues são uma banda de Rock Inglês. Entre algumas das suas inovações para a época conta-se com a fusão com a música clássica. Isto é evidente, e principalmente, no excelente álbum, de 1967, “Days Of Future Passed”.
The Moody Blues venderam mais de 70 milhões de álbuns em todo o mundo e obtiveram 14 discos de ouro e platina. A partir de 2012 eles permanecem activos, com um membro da banda original de 1964, John Lodge, e mais dois a partir da linha 1967, Justin Hayward e Graham Edge.
Discografia:

The Magnificent Moodies (1965)
Days of Future Passed (1967)
In Search of the Lost Chord (1968)
On the Threshold of a Dream (1969)
To Our Children's Children's Children (1969)
A Question of Balance (1970)
Every Good Boy Deserves Favour (1971)
Seventh Sojourn (1972)
Octave (1978)
Long Distance Voyager (1981)
The Present (1983)
The Other Side of Life (1986)
Sur la Mer (1988)
Keys of the Kingdom (1991)
Strange Times (1999)
December (2003)

Etiquetas - Decca, Deram, Threshold, Polydor, Universal, Ark 21, Eagle, Image.
Membros actuais - Graeme Edge, John Lodge e Justin Hayward.
Membros anteriores - Ray Thomas, Michael Pinder, Denny Laine, Clint Warwick, Rodney Clark e Patrick Moraz.


Álbum (vinil) - In Search Of The Lost Chord (1968), Deram Stereo SML 711, Crítica (Review, by Bruce Eder). Gravado entre Janeiro e Junho de 1968. Editado em 26 de Julho de 1968.

“In Search of the Lost Chord “ é o álbum em que os Moody Blues descobrem drogas e misticismo como base para a sua composição e chegam a uma criação convincentemente psicadélica, cheio de canções sobre Timothy Leary [Timothy Francis Leary, Ph.D. (22-1-1920 – 31-05-1996), Professor de Harvard, psicólogo, neurocientista, escritor, futurista, libertário, ícone maior dos anos 60 e do hedonismo. Ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD. De facto, o Professor Leary defendia os benefícios desta substância psicadélica, como a base (do Latim substructio) do progresso humano.] e do plano astral e outras da era psicadélica das preocupações. Desta vez eles libertaram-se da orquestra sinfónica a favor do “mellotron” de Mike Pinder, que era mais do que um substituto adequado. E o resto da banda junta-se com flautas, cítara, “tablas”, e violoncelos. O álbum inteiro foi uma grande experiência para saber até onde o grupo poderia ir com quaisquer instrumentos que pudessem encontrar, tornando este álbum um familiar bastante próximo, aos registos dos Beatles, da mesma época. É tudo bonito e elegante, e o coro de "Legend of a Mind" sobre “...Timothy Leary’s dead / Oh, no he's outside, looking in "acabou antecipando a realidade; Após a sua morte em 1996, Leary foi cremado e lançado para o espaço num satélite de propriedade privada, com os restos do criador, Gene Roddenberry, de Star Trek (outro ícone da cultura “Pop” dos anos 60) e outros endinheirados clientes.

Formação do álbum “In Search Of The Lost Chord": Justin Hayward (guitarras, cítara, tablas, piano mellotron, vocais, etc), Mike Pinder (teclas, baixo, violoncelo, vocais, etc), Ray Thomas (flauta, saxofone, vocais,), Graeme Edge (bateria, tablas, percussão, vocais, etc) e John Lodge (baixos, violoncelo, vocais, etc).
Melhor classificação, Álbum: 5º. Lugar “UK Albums Chart” em 1968 e Tema “Voice In The Sky” 27º. Lugar “UK Singles Chart” em 1968.

Moody Blues (1964)


Ride My See-Saw, de John Lodge.


Legend Of A Mind, de Ray Thomas.


Voices In The Sky, de Justin Hayward.


Om, de Mike Pinder. No programa da BBC “Colour Me Pop” de 1968.


domingo, 17 de setembro de 2017

Inesquecíveis (21)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Esta será a ante-penúltima publicação dests rúbrica que tantos de vocês gostaram. Agradeço os vossos comentários !!!

Novela:         Roque Santeiro                 
Ano:              1985
Tema:           Malandro Sou Eu
Intérprete/s: Beth Carvalho (05-01-1946)                             
Autor/es:       Arlindo Cruz/ Sombrinha/ Franco


Novela:         Tieta do Agreste               
Ano:             1989  
Tema:           Uma Nova Mulher   
Intérprete/s: Simone Oliveira (25-12-1949)                           
Autor/es:       Paulo Debétio/ Paulinho Rezende


sábado, 16 de setembro de 2017

Faz Hoje Anos (4) – B. B. King

Faz hoje 92 anos... Parabéns !!!

B.B. King (Riley B. King) (16-09-1925 - 14-05-2015). The Thrill Is Gone”, escrita por Roy Hawkins e Rick Darnell em 1951, Aqui ao vivo no “Live at Montreux” de 1993.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Eyes Thru Glass (23) – Óbidos (entre muralhas)

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

No dia 17 de Fevereiro de 2015, fiz umas quantas fotos em Óbidos (entre muralhas).













segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Faz Hoje Anos (3) – Harry Connick Jr.

Faz hoje 50 anos... Parabéns !!!

Harry Connick Jr. (11-09-1967) – “Just The Way You Are”. Do álbum “Your Songs” de 2009, esta canção de Billy Joel.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Contar pelos Dados (4) – Há quem plante uma árvore...


Acordou tarde. Olhou pela janela. A flor crescia no canteiro onde João a plantara. Era uma muito bonita, parecia uma tulipa. Ele não percebia nada de flores, nem estava interessado em perceber, para poder saber-lhe a espécie e catalogá-la. Era bonita, pronto !

Hoje era dia de almoçar leve, porque tinha desporto à tarde. Levantou-se, foi direito à casa de banho e tomou um duche rápido.

- Onde é que vou comer ? ... pensou.

Saíu, e dirigiu-se à pastelaria, onde costumava tomar pequeno-almoço.

- Bom dia !
- Bom dia Sr. João !
- O que deseja ?
- Arranja-me um hamburguer, se faz favor ?!
- Claro que sim !

Quando chegou ao recinto já os seus amigos de futebol trocavam a bola entre e si e gritaram, dizendo.
- Vê se te despachas, és sempre o mesmo !... Atrasado !

O jogo correu bem. Tomou um duche. Vestiu-se e rumou a casa. Estava cansado e precisava ir repousar um pouco. Ao passar o portão do jardim, viu o seu gato, a fugir que nem um maluco para as traseiras da casa. Algum disparate ele tinha feito. Já não era a primeira, nem seria a última vez que o faria, e acabava sempre fugindo a sete pés. De repente lembrou-se...

- A minha flor !!!....

Lá estavam as provas do crime, as pégadas do animal, na terra onde a flor tinha sido plantada... 
Tinha, dizia bem ... estava por terra !!!... 😟😔

Rapidamente encostou a bicicleta à cerca e gritou, deslocando-se em passo rápido para as traseiras da casa...

- Jonas vais apanhar !!!... destruiste a minha flor !!!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

CinemaScope (7)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Uma brasileira descendente de italianos cantando uma canção maravilhosa !           

Zizi Possi (28-03-1956) – Per Amore (1997) de Mariela Nava

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Faz Hoje Anos (2) – Biréli Lagrène

Faz hoje 51 anos... Parabéns !!!

Biréli Lagrène (04-09-1966), do álbum “My Favorite Django”, de 1995, álbum de homenagem ao guitarrista Django Reinhardt (23-01-1910 – 16-05-1953).
Escolhi a faixa Nº. 6, “Nuages”. Aqui no “Jazz á Vlenne” em França, no dia 9 de Julho de 2002.

Biréli Lagrène está sentado no meio dos 3 outros músicos !

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MadreDeus (1) Maio Maduro Maio

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Este será a 1ª. publicação de 21, que irão contemplar as músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)


Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

MadreDeus (1985)





Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o sol já no sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre no mês do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El rei-pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu